Latam: empresas ainda não estão rendidas à realidade aumentada

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Apesar da popularidade do Pokémon Go e do potencial de receita, o ritmo de adoção de realidade aumentada nas empresas na região Latam ainda é muito lento. Um cenário abordado na mais recente pesquisa IT Risk/Reward Barometer da ISACA, uma associação global de profissionais tecnologia e segurança da informação.

Com o lançamento do Pokémon Go, em julho, a popularidade de aplicativos de realidade aumentada (AR, na sigla inglesa) explodiu junto de consumidores e organizações. Mas apenas 27% dos profissionais de TI na América Latina estão convencidos que os benefícios da tecnologia são maiores que os riscos, e os consumidores também têm receios relacionados aos riscos de dispositivos Internet das Coisas com realidade aumentada.

O estudo ISACA diz que a disseminação de tecnologias como AR e IoT pode adicionar um valor de negócio significativo e beneficiar o consumidor com conveniência pessoal. Mas o mundo dos negócios ainda está em uma fase incipiente de adoção. “Receios de segurança estão entre as barreiras de topo à adoção de AR na América Latina, seguindo de perto o orçamento insuficiente”, diz o ISACA. Apenas 6% das empresas têm um programa para monitorar os comentários negativos em aplicativos de grafiti virtual.

Outras conclusões são:

  • 42% das organizações não tem qualquer plano para usar aplicativos de realidade aumentada no próximo ano
  • Apenas 21% dos entrevistados usaram AR fora do trabalho
  • Apenas 19% estão confiantes de que conseguem detectar fotos, posts e vídeos que incluem dados de georreferenciação perto de suas lojas/edifícios ou onde colocaram publicidade.

Essa pesquisa anual abrange milhares de profissionais de TI e consumidores em todo o mundo.

Recomendações para adoção de realidade aumentada

  • Alargar a monitorização de redes sociais a plataformas AR.
  • Analisar como a AR pode melhorar seu negócio. Por exemplo, formação e diagnósticos são duas áreas com grande potencial.
  • Rever o framework de governança. Incorporar o uso de AR como parte do negócio nas políticas organizacionais.
  • Considerar o ângulo da privacidade. Explorar as ramificações da privacidade relacionadas a essa nova tecnologia.

“As empresas precisam trabalhar para serem ágeis e aplicar medidas na governança, segurança e gestão de risco para concretizarem os benefícios desses avanços tecnológicos”, afirma Christos Dimitriadis, chair do conselho do ISACA e diretor de Segurança da Informação na INTRALOT. “O monitoramento pró-ativo de atividades maliciosas, como grafiti virtual e vazamento de dados é crítico para que as empresas consigam o total valor das tecnologias ao mesmo tempo que mitigam o risco.”

O estudo pode ser consultado aqui, em inglês.

 


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