Pesquisa: 86% das empresas paulistas dispostas a compartilhar dados para prevenir crimes cibernéticos

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Levantamento feito pelo Departamento de Segurança da Fiesp indica que a grande maioria das empresas paulistas gostaria de compartilhar e ter acesso a dados de ataques cibernéticos para conseguir prevenir e minimizar danos de crimes virtuais. Em 2016, 60% dos ataques tiveram como objetivo danificar dados ou sistemas.

Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Segurança (Deseg) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) aponta que a maioria das empresas paulistas (86%) gostaria de compartilhar e ter acesso a dados de ataques cibernéticos como forma de prevenir e reduzir os danos sofridos por crimes virtuais.

Cerca de 60% dos ataques sofridos pelas indústrias entrevistadas tiveram como objetivo causar danos a dados ou sistemas, como indisponibilidade de serviços e de acesso a documentos, dentre outros. Fraudes e desvios financeiros foram motivo de 44,8% dos ataques.

E mesmo as empresas que não identificaram ataques cibernéticos tomaram alguma medida para aumentar a sua proteção (42%), assim como fizeram 69,2% das empresas que sofreram o mesmo nível de ataques do ano anterior. “É um sinal de maturidade da indústria, que percebeu a importância de se proteger, de forma preventiva”, afirma Rony Vainzof, diretor do Deseg e coordenador do Grupo de trabalho de Segurança Cibernética da Fiesp.

Embora pequenas, médias e grandes empresas invistam em tecnologia contra ataques (92,1%), apenas as grandes empregam esforços consideráveis no treinamento dos seus usuários e adoção de políticas internas (71,4%), enquanto 35% das empresas de pequeno porte e 43% de médio porte fazem o mesmo.

Vainzof lembra que as organizações criminosas, cada vez mais especializadas, compartilham informações e conversam entre si sobre vulnerabilidades de sistemas e técnicas de ataques, transacionando informações sensíveis para a prática dos mais variados crimes cibernéticos, enquanto que as empresas vítimas de ataques, muitas vezes, não agem da mesma forma. Isso porque precisam contar com mecanismos eficazes e seguros para compartilharem informações visando a prevenção de incidentes, além de reciprocidade na troca de dados. Além disso, para o diretor, “países pautados pelos mesmos valores éticos deveriam estabelecer acordos internacionais mais eficazes visando a troca de informações rápidas para a identificação dos infratores e repressão aos crimes cibernéticos”.


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