Receita da TIM cai, mas melhoram lucratividade e margens

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Com foco em dados e conteúdos, Stefano De Angelis, CEO da TIM Brasil, destaca a transformação com foco em dados, conteúdos e serviços inovadores para trazer melhorias para a empresa. Mais da metade dos usuários da TIM já tem algum serviço de dados e 40% do tráfego de dados já estão nas redes 4G nas principais cidades, “o que acelera o crescimento das receitas e do EBITDA”.

A TIM Brasil reportou na manhã desta terça-feira uma queda de 5,3% na receita líquida do terceiro trimestre na comparação com igual período de 2015, encerrando setembro em R$ 3,899 bilhões. A queda anual na comparação entre trimestres na receita líquida de serviços foi de 2,5% e ficou em R$ 3,689 bilhões nos três meses encerrados em setembro deste ano.

Interessante notar, entretanto, que todos os outros indicadores apresentaram melhora. A receita líquida fixa cresceu 10,2%, para R$ 187 milhões, enquanto as receitas inovativas (de dados e conteúdos) subiram outros 19,8%, para R$ 1,454 bilhão.

Em conferência com investidores, analistas e jornalistas, Stefano De Angelis, CEO da TIM, destacou que “já havia evidências de melhoria no segundo trimestre na economia e nas nossas operações diante da transformação (com foco em dados e serviços inovadores) que poderá trazer melhorias para a empresa”. Atualmente mais da metade dos usuários da TIM já tem algum serviço de dados e 40% do tráfego de dados já estão nas redes 4G nas principais cidades, “o que acelera o crescimento das receitas e do EBITDA”.

O executivo destacou ainda a evolução da TIM no mercado de banda larga residencial. “Não é a oferta convergente que será o driver do mercado móvel. O mercado de banda larga residencial no Brasil é 50% concentrado no Rio de Janeiro e em São Paulo, e já temos 300 mil clientes de banda larga fixa (via FTTx) nessas duas cidades, aumentamos 50% na comparação anual, com 40% de cobertura no Rio e em São Paulo. Para o resto do Brasil, temos na falta de banda larga fixa uma oportunidade que chegará com a liberação dos 700 MHz”, conclui.

Lucro e corte de custos

Com a venda de torres, a TIM conseguiu um crescimento normalizado de 14,2%, passando de R$ 175 milhões no terceiro trimestre de 2015 para R$ 200 milhões ao final do terceiro trimestre deste ano. O lucro antes de juros, depreciações e amortizações (EBITDA), normalizado pela venda de torres e outros efeitos, subiu 0,5%, para R$ 1,303 bilhão no trimestre, com margem EBITDA passando de 31,5% ao fim de setembro do ano passado para 33,4% em setembro de 2016.

A operadora brasileira também está focada na redução de custos. Houve queda de 7,9% na comparação anual entre trimestres, e o custo das operações nos três meses encerrados em setembro ficou em R$ 2,597 bilhões – fora de R$ 2,820 bilhões no terceiro trimestre de 2015.

“Estamos com uma postura mais racional e seguiremos buscando um perfil de empresa mais enxuta com disciplina e rigor. Fizemos também um grande esforço para renegociar com parceiros na área de suprimentos e também para conseguir reduzir custos e melhorar os processo. Estamos confiantes de que possuímos todas as alavancas para continuar crescendo no pré-pago e em dados”, avalia De Angelis.


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