Tempo gasto assistindo vídeo no móvel cresceu 85%

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O tempo dedicado pelos usuários assistindo televisão e vídeo em dispositivos móveis aumentou 85% nos últimos seis anos, indica o novo relatório ConsumerLab TV & Media da Ericsson. Esse é um estudo massivo, que abrange 1,1 mil milhões de consumidores.

Nessa 7ª edição do estudo anual, a Ericsson detalha a enorme e rápida mudança nos comportamentos de visualização de TV e vídeo no que respeita a sua relação com a mobilidade. O relatório mostra, no entanto, que a descoberta de conteúdo continua a ser um fator de frustração para os consumidores.

O tempo médio que o usuário passa assistindo vídeo no celular ou tablet aumentou mais de 200 horas por ano desde 2012, fazendo crescer os tempos de visualização em 1,5 horas adicionais por semana. Esse crescimento coincide com o declínio de 2,5 horas por semana na visualização em dispositivos fixos (-14%). Mas, sublinha o relatório, não se verifica qualquer diminuição no desejo de consumo de TV e vídeo.

Algumas das conclusões chave do relatório são:

  • 40% dos consumidores de todo o mundo estão “muito interessados” num plano de dados móveis que inclua streaming de vídeo sem restrições
  • Nos EUA, 20% da visualização em dispositivos móveis é feito através de um modelo de conteúdo pago usando serviços como Netflix, Hulu e Amazon Prime
  • O tempo total de visualização de conteúdo on-demand – como séries de TV, filmes ou outros programas de TV em streaming – aumentou 50% desde 2010
  • 40%  dos inquiridos referem que consomem conteúdo do YouTube diariamente
  • 10% dos consumidores assumem ver vídeos no YouTube durante mais de três horas por dia.

Uma questão premente sublinhada pelo relatório é a baixa satisfação dos consumidores quando procuram programas para ver. 44% dos consumidores nos EUA referem que não conseguem encontrar nada na TV linear diariamente, um aumento de 22% comparado com o ano passado (36%). Em contraste, os consumidores gastam 45% mais tempo escolhendo o que ver em serviços VOD quando comparado com TV linear.

Paradoxalmente, 63% dos consumidores dizem estar muito satisfeitos com a descoberta de conteúdo quando se referem ao serviço de vídeo on demand que utilizam, enquanto apenas 51%  têm a mesma opinião face a TV linear. É que, embora o processo de descoberta nos serviços VOD seja mais moroso que o de TV linear, os consumidores classificam-no como menos frustrante, já que ele garante implicitamente a oportunidade de descobrir algo que eles desejam mesmo ver e quando o querem ver.

“Baseando-nos na nossa extensa pesquisa, verificamos que os consumidores requerem cada vez mais acesso a conteúdo de TV e de vídeo de alta qualidade nos mais variados serviços e dispositivos”, diz Zeynep Ahmet, consultor sênior do Ericsson ConsumerLab. “Para os consumidores em geral, e para os millennials em particular, poderem ver conteúdo no smartphone é algo essencial.”

O responsável refere que os consumidores não exigem apenas uma experiência partilhada e social de consumo de TV, mas esperam ainda a flexibilidade de uma oferta de conteúdo on-demand à la carte. “A experiência de hoje é multifacetada e os consumidores querem conceber seus próprios mundos de conteúdo apelativo e personalizado.”


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