Web Sumit |Automatização, personalização e acessibilidade na Inteligência Artificial

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Foram estes os três pontos que a moderadora do debate “O que é que a IA pode fazer por nós?”, Signe Brewster deu a seus convidados. A discussão contou com Rana Kaliouby, Jane Zavalishina e Mikkel Svane. O foco foi para a democratização da inteligência artificial.

“A IA deve ser democratizada para tornar as coisas fáceis e transparentes para o usuário. Até porque podem existir soluções para problemas que você nem sabia que existia” disse Mikkel Svane, CEO da Zendesk, uma plataforma de serviço de atendimento.

Os oradores ofereceram exemplos de como a AI automatizou os processos, um deles foi que antigamente era necessário ir aos aeroportos ou agências de viagem para comprar bilhetes de avião. Hoje se consegue comprar muito mais rapidamente, o que permitiu o aumento das viagens.

A inteligência artificial ligado à leitura das emoções, especialidade de Rana Kaliouby, CEO e co-fundadora da Affectiva, é uma das áreas que segundo os palestrantes é imperativo continuar a estudar e automatizar.

“Se um cliente está frustrado com um serviço e está a falar com uma chat box de um website por exemplo, o sistema tem de detetar esse sentimento e responder de acordo com que ele está a sentir para conseguir resolver o problema” exemplificou Rana.

A esse exemplo acrescentou a educação e a saúde como áreas a que AI deve-se tornar mais acessível e personalizável. Para a CEO da Affectiva, aquilo que os alunos aprendem na escola deve ir de acordo com a sua atenção,  suas necessidades e seus interesses. Um professor deveria então, entrar numa sala de aulas, ter acesso a essa informação e adaptar os conteúdos.

Já na saúde disse “acho extraordinário entrarmos num gabinete médico e eles não medirem todos os dados biométricos, no entanto, perguntam como nos estamos sentindo. Acho incrível que não haja forma mecânica de se medir essa sensação, visto que a “escala de dor” depende de pessoa para pessoa.”

Jane Zavalishina, CEO da Yandex Data Factory acredita que a IA é a evolução necessária para mantermos a personalização.

“Há uns séculos tudo era personalizáve, a gestão de contas nos bancos ou mandar fazer um vestido. Desde a revolução industrial, automatizamos os serviços e passamos a construir em massa vestidos, apenas quem fosse rico teria acesso aos produtos personalizados, com alfaiates e banqueiros ao dispor. Com a democratização da Inteligência Artificial podemos fazer ambos, produzir em massa e personalizar“.

Para as empresas que procuram entrar na automatização através da inteligência artificial, os palestrantes deixaram conselho de olhar para padrões na informação e a recolha criteriosa de informação emocional para criar experiências mais inteligentes.