Web Summit | “Roubar dados biométricos é diferente de roubar passwords”

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A afirmação é de Emmanuel Schalit, CEO da Dashlane, uma empresa de gerenciamento de senhas, discutida em debate com Rami Essaid, cofundador da empresa de segurança de API Distil Networks durante o Web Summit, que acontece em Lisboa.

A segurança na era digital, ou melhor, a falta dela, foi o tema da sessão “How to protect our connected devices”. Comentou-se até que ponto os usuários sabem que estão sendo rastreados, quem é o dono dos dados que as empresas coletam, o preço para o fabricantes e a regulamentação da União Europeia para a proteção de dados.

“Quando apareceu nas homepages de todos os site a pergunta se o usuário aceitava cookies, todos concordamos em aceitar. O problema é que os usuários não sabem que passaram a ser rastreados, as pessoas não percebem que estas informações estão sendo armazenadas.” disse Rami Essaid.

Durante a discussão, surgiu entre os dois palestrantes a questão de quem deve regular a informação recolhida, quem será dona dela. Não houve uma resposta final; Schalit enfatizava a ideia da regulamentação e de políticas mundiais, ao passo que Essaid respondeu com um seco e assertivo: “Não confiaria em nenhum governo para regular o que deve ser feito com a informação.”

Uma coisa ficou certa, quanto maior a quantidade de informação, maior o risco. O maior problema é mesmo a questão da Internet das Coisas (IoT).

“O entendimento de ‘perigo’ da parte dos usuários é cada vez maior, mas não se compara à velocidade com que a IoT cresce”, disse Emmanuel Schalit.

Um dos pontos de concordância durante o debate foi que realmente é mais perigoso quando existe um ataque de roubo de dados biométricos, quando sabem o que está no nosso frigorífico, qual é a temperatura da nossa sala, do que quando nos roubam as passwords dos emails ou redes sociais.

“No mundo real, eu posso sair deste edifício e sinto-me seguro, ninguém me vai atacar, no mundo digital não há este tipo de confiança. E não podemos contar com os fabricantes ou governos para ter essa confiança.” afirmou Emmanuel Schalit.

Para Essaid, o perigo é também culpa dos usuários que se esquecem rapidamente sempre que há um roubo de dados. “Para os fabricantes, tornar um equipamento mais seguro faz com o seu preço inflacione em 10%. Se os usuários não pedem mais segurança, os fabricantes vão preferir ter produtos mais em conta”.  Segundo o cofundador da Distil Networks , embora seja importante manter e impulsionar a digitalização”,  às vezes é preciso acalmar e parar de exigir que tudo seja conectável.”