Apenas 30% dos assinantes estão cientes dos riscos nas redes móveis

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Uma pesquisa encomendada pela Xura, provedora de serviços de comunicação segura digital, revelou o quanto os assinantes da comunicação móvel estão alheios às vulnerabilidades na rede de suas operadoras de telefonia, o que poderia causar a interceptação das suas chamadas ou mensagens de texto, tornando-os vítimas de fraude ou de rastreio de localização não autorizado.

Apenas 30% dos entrevistados na pesquisa afirmaram ter consciência de alguma fragilidade de segurança em redes móveis.

Os entrevistados deram uma lista de motivos para suas preocupações de segurança, incluindo vulnerabilidades nos sistemas operacionais (9%), aplicativos (6%), vazamento de dados pela operadora (3%) e vulnerabilidades em Bluetooth, Wi-Fi e pirataria de correio de voz. Contudo, somente 6% indicaram conhecimento específico sobre as vulnerabilidades na tecnologia das redes móveis.

O SS7 (Sistema de Sinalização 7) é a principal tecnologia utilizada pelas redes móveis. Porém, contém vulnerabilidades que podem ser exploradas para atividades maliciosas, “desde o desencadeamento de chamadas ou mensagens de texto fraudulentas a serem enviadas a serviços de tarifação premium às custas do assinante, ao rastreio de localização e interceptação de chamadas e SMS”, explica Mark Windle, diretor de estratégia e marketing da Xura Security. O responsável indica que algumas operadoras são mais rápidas que outras e que proteger suas redes deveria ser a maior prioridade.

Quase um terço (32%) dos assinantes de telefonia móvel nunca confere seus saldos ou contas para verificar se foram cobrados corretamente ou detectar possíveis atividades suspeitas em suas contas, sendo aqueles com idades entre 31 e 50 os menos propensos a conferirem suas contas mensais.

“Frequentemente esses ataques podem acontecer sem o conhecimento do usuário do celular. Em se tratando de fraude, o único indicador pode estar na conta do assinante”, adianta Windle. “Contudo, parece que temos uma fé considerável nas operadoras de telefonia móvel, razão pela qual muitos de nós não pensam em suspeitar de qualquer imprecisão nas contas.” É que, segundo a pesquisa, mais de dois terços (69%) dos assinantes questionados sentem que estão moderadamente bem protegidos por suas prestadoras de serviços contra fraudadores e hackers. “Até que a rede seja devidamente protegida, a operadora está colocando essa quantidade significativa de lealdade do cliente em risco”, continuou Windle.

Em termos de quais trapaças mais afetariam os assinantes, mais da metade deles percebe que seriam mais seriamente afetados por um ataque de recusa de serviço (58%), chamadas fraudulentas e assinaturas de SMS (52%). A fraude também é o tipo de trapaça que os assinantes sentem como o mais provável de acontecer com eles, com 45% prevendo que se tornariam vítima de chamadas fraudulentas realizadas a suas custas e registro fraudulento em serviços de SMS premium (38%).

Se fossem vítima de um crime por celular, cerca da metade dos assinantes (49%) procuraria por compensação de suas operadoras de rede móvel, e um terço (33%) informaria a agência reguladora de telecomunicações. Mais, 29% mudaria de provedor de rede imediatamente (22%) ou na data de renovação seguinte (7%).

“Os ataques ao SS7 que resultam em fraude têm a maior probabilidade de repercutir nos assinantes e consequentemente causar impacto nas operadoras de rede na forma de reivindicações de compensação ou perda de assinantes furiosos para as concorrentes”, avisa Windle.

Outras conclusões da pesquisa:

•    22% dos assinantes não implementam nenhuma regra quanto decidem conceder aos aplicativos permissão de acesso a outros recursos ou dados de seus telefones
•    Somente 8% mudaria para aplicativos para realizarem chamadas e enviarem mensagens de forma mais segura que as chamadas de voz e mensagens SMS tradicionais
•    24% alterariam seus números se fossem atacados
•    14% reportariam a trapaça em suas redes sociais

“Como assinantes, precisamos tomar mais cuidado e ser mais vigilantes”, indica Windle, apesar de que os cibercrimes conduzidos através das vulnerabilidades do SS7 na rede sejam invisíveis aos consumidores.


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