Apple recorre para não pagar 13 bilhões em impostos na Europa

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A Apple recorreu da decisão da Comissão Europeia de forçar a companhia a pagar 13 bilhões de euros em impostos à Irlanda. A fabricante do iPhone alega que os reguladores europeus ignoraram dados importantes de especialistas em impostos irlandeses.

Esse é um caso incomum, visto que a própria Irlanda não quer receber o montante em impostos e também recorreu da decisão. O pequeno país europeu atraiu os investimentos de muitas gigantes corporativas acenando com taxas de impostos baixas, e a Apple é um desses casos.

A empresa de Tim Cook conseguiu pagar uma taxa de imposto de 3,8% para lucros de US$ 200 bilhões nos últimos 10 anos, segundo a Reuters. É uma pequena fração do que pagaria noutros países onde seus produtos são desenhados e vendidos.

Mas a Comissão Europeia decidiu que o acordo entre a Apple e as autoridades irlandesas é bom demais e se tornou em subsídios ilegais. Isso porque a empresa comunica para os Estados Unidos que os lucros internacionais foram registrados por subsidiárias irlandesas, enquanto na Irlanda é estabelecido que são gerados nos Estados Unidos.

O advogado da empresa norte-americana disse à agência que a Comissão Europeia viu nela um “alvo fácil” para obter atenção da mídia.

A administração Obama, que está esgotando seu último mês na Casa Branca, expressou seu desagrado perante a decisão, alegando que a Europa está tentando cobrar impostos que deveriam ser pagos nos Estados Unidos. No Vale do Silício, a opinião é de que a União Europeia está tentando afetar as grandes empresas norte-americanas após ter perdido a maioria das gigantes tecnológicas na última década.

A comissária europeia da concorrência, Margrethe Vestager, rejeitou ontem essas acusações, apesar de não fazer mais comentários referentes à decisão ou ao recurso interposto pela Apple.


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