Inmarsat e ESA finalizam primeiros voos de teste do Iris Precursor

Inovação

A Inmarsat, especializada no fornecimento de comunicação móvel via satélite, concluiu os primeiros testes do programa Iris Precursor, projeto que tem como objetivo melhorar e modernizar a gestão do tráfego no espaço aéreo europeu.

O Iris Precursor tem como foco o desenvolvimento e a implantação de datalink para comunicação via satélite, levando à redução do tempo dos voos, o consumo de combustível e a emissão de CO2. O programa implantado pela Inmarsat complementará o datalink de comunicação terrestre (VDL2), que deve atingir sua capacidade máxima em um futuro próximo.

A Inmarsat está implantando o programa Iris Precursor em parceria com um consórcio de grandes empresas dos setores de gestão de tráfego aéreo, transporte aéreo, aeronáutica e comunicação via satélite, com liderança da Agência Espacial Europeia (ESA). O projeto, financiado pelo Programa de Pesquisas Avançadas em Sistemas de Comunicação (ARTES) da ESA, fornecerá serviços pela plataforma segura e de última geração SwiftBroadband-Safety da Inmarsat.

Na fase inicial, foram realizados quatro voos de teste partindo de Amsterdã para validação do uso do datalink via satélite para aplicações seguras de comunicação e vigilância e para comparação de suas funcionalidades com a comunicação por datalink terrestre. Os testes foram conduzidos em aeronaves do Centro Aeroespacial da Holanda (NLR) usando um protótipo do terminal Iris desenvolvido pela Honeywell e conectado ao serviço de última geração SwiftBroadband-Safety da Inmarsat por meio da SITA, parceira de aviação da Inmarsat e especialista em TI e comunicação voltada ao transporte aéreo.

Os voos seguiram rotas diferentes, cobrindo todas as direções, para garantir que a conectividade fosse mantida quando a aeronave cruzasse o feixe do satélite. A conexão de ponta a ponta entre a aeronave e o sistema terrestre de teste Controller Pilot Data Link Communication (CPDLC) da SITA foi testada exaustivamente e possibilitou a troca de mensagens de controle de tráfego por meio da rede de comunicação aeronáutica (Aeronautical Telecommunications Network) e gateways de segurança.

Inicialmente, o programa Iris Precursor será usado na Europa continental, sendo disponibilizado em outras regiões do mundo em longo prazo.

“O aumento da eficiência é fundamental para os programas de modernização da aviação na Europa. Como o volume do tráfego aéreo continua crescendo, o uso de tecnologias digitais na cabine de controle é uma forma de aliviar o congestionamento das frequências de rádio tradicionais e otimizar o espaço aéreo europeu, um dos mais movimentados do mundo”, explica a capitã Mary McMillan, vice-presidente de serviços operacionais e de segurança da aviação da Inmarsat.

O uso dessa conectividade via satélite por meio do Iris representa uma grande mudança em relação à tecnologia terrestre usada atualmente, e o sucesso na conclusão desses testes deixa o Iris Precursor a um passo da capacidade operacional inicial prevista para 2019. “Isso demonstra que o uso de tecnologias via satélite em espaços aéreos continentais densos não é apenas uma solução de longo prazo, mas também um sistema confiável de curto prazo para solucionar problemas atuais de gestão do tráfego aéreo”, acrescenta  McMillan.

Esses testes complementam outro realizado pela Airbus com a Inmarsat e outros parceiros em março desse ano, como parte do programa Single European Sky ATM Research (SESAR), que conduziu trocas de controle de rota de voo quadridimensionais/4-D e trocas de CPDLC entre a aeronave e o controle de tráfego aéreo.

“O programa Iris da ESA está contribuindo para o alcance da meta de longo prazo da Europa de modernizar o controle do tráfego aéreo. A abordagem gradual e a boa colaboração entre os parceiros públicos e privados estão gerando excelente resultados”, comenta Magali Vaissiere, diretora de telecomunicações e aplicações integradas da ESA.

A Inmarsat prepara agora a segunda fase de testes de voo com o IRIS para o final do próximo ano. No momento, a tecnologia Iris será considerada totalmente validada. As próximas fases do programa incluirão uma validação pré-operacional com a tecnologia Iris em voos comerciais em um ambiente real de gestão de tráfego. A capacidade operacional inicial do Iris será disponibilizada em 2019, complementando os sistemas terrestres e gerando mais segurança, proteção e eficiência.


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