Google removeu 1.7 bilhão de anúncios em 2016

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A Google reportou um aumento de 50% no número de anúncios removidos de sua rede em 2016, por violarem as políticas de publicidade da empresa. No ano passado, foram eliminados 1.7 bilhão de anúncios,1.300 contas encerradas e 200 publishers expulsos permanentemente da rede da Google.

De acordo com dos dados do relatório Bad Ads, mais de 68 milhões de anúncios foram removidos por violarem políticas relacionadas a promoção de produtos de saúde; 17 milhões por promoção de jogo ilegal; 80 milhões por enganarem e chocarem os usuários; 112 milhões por serem “trick to click”; e também 5 milhões a empréstimos de curto prazo. A Google suspendeu também 1.300 contas por “tabloid cloaking.”

“Temos um conjunto rigoroso de regras que controlam o tipo de anúncios que permitimos e não permitimos no Google de forma a proteger nossos usuários da publicidade enganosa e inapropriada”, escreveu o diretor de anúncios sustentáveis da Google, Scott Spencer, analisando o relatório.

A empresa implementou no ano passado duas medidas para melhorar o combate ao problema: tornou mais restritivas suas políticas para proteger os usuários de anúncios enganadores e predatórios e outros esquemas e reforçou a tecnologia para deteção e desativação dos maus anúncios.

Entre novembro e dezembro foram analisados 550 websites suspeitos de espalharem conteúdos deturpados e foram tomadas ações contra 340 por violação de políticas.

Exemplos do tipo de anúncios maus eliminados

Produtos ilegais

No ano passado, o sistema detectou um crescimento dramático de anúncios a produtos farmacêuticos ilegais, e mais tentativas de publicitar promoções relacionadas com jogo sem  autorização dos reguladores nos países onde operam.

Enganosos

Alguns anúncios tentam incitar clicks e visualizações ao enganarem, intencionalmente, as pessoas com informação falsa, perguntando, por exemplo, “Será que você sofre dessa doença rara de pele?”, ou oferecendo uma cura milagrosa para perder 22 kgs em três dias.

Em smartphones

Se alguma vez você notou que seu smartphone baixou um aplicativo sem aviso prévio, isso se deveu a um “self-clicking ad”. Em 2016, os sistemas da Google detectaram e desativaram mais de 23 mil “self-clicking ads” nas plataformas, um aumento acentuado face ao ano anterior.

Tentativas de ludibriar o sistema

Porque os anúncios a produtos como suplementos para perda de peso ou empréstimos de curto prazo não são permitidos pela Google, os maus atores tentam enganar os sistemas. Em 2016, a empresa assistiu à ascensão dos tabloid cloakers – um novo tipo de prática que tenta enganar o  sistema se apresentando como notícia. Geralmente, os cloakers aproveitam os temas mais populares e polémicos do momento – eleição de um novo governo, uma noticia popular ou uma celebridade – e seus anúncios podem parecer idênticos aos títulos de um site de noticias. Mas quando as pessoas clicam na “notícia”, são reencaminhadas para um website de venda de produtos para emagrecimento, por exemplo.

Mais de 1.300 contas de tabloid cloaking foram suspensas, mas esse tipo de anúncios está crescendo porque as pessoas clicam nos links.

AdSense

Muitos proprietários de websites e publishers utilizam as plataformas de publicidade da Google, como o AdSense, para ganharem dinheiro ao correrem anúncios. As políticas de utilização proíbem anúncios em websites que ajudam pessoas a enganar outras, como um onde é possível comprar diplomas falsos ou documentos plagiados. Essas regras foram reforçadas em novembro e, em resultado, a empresa reviu 550 websites suspeitos de deturparem conteúdos junto dos usuários, incluindo websites que se fazem passar por organizações de notícias.


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