Pesquisa GoDaddy mostra diferenças entre Brasil e EUA

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Uma pesquisa de empreendedorismo realizada pela GoDaddy mostra as diferenças de expectativa de crescimento de negócios, modelos a seguir e diversas outras questões entre empreendedores americanos e brasileiros. A pesquisa “Future of Work” abrangeu 7 mil participantes (2.500 proprietários de pequenas empresas) em 11 países.

De acordo com o estudo da GoDaddy, plataforma de cloud dedicada a pequenos negócios e empreendimentos independentes, o empreendedor brasileiro demonstra maior otimismo com relação ao seu pequeno negócio, se comparado ao americano. No Brasil, 39% dos participantes acreditam que seus negócios vão crescer rapidamente, em pelo menos 50% em 3 a 5 anos, enquanto apenas 19% dos respondentes dos Estados Unidos possuem a mesma crença. Em contrapartida, 41% deles acreditam que seus pequenos empreendimentos continuarão do mesmo tamanho nos próximos 3 a 5 anos, enquanto  no Brasil, apenas 10% concordam com isso.

Pode-se especular que nos Estados Unidos o empreendedorismo é incentivado e faz parte da cultura do país, sendo uma opção de carreira encarada com relativa simplicidade há algum tempo. Isso faz com que as pessoas já estejam acostumadas com a ideia de ter seu próprio negócio e o boom de empreendedorismo já passou, fazendo com que o mercado seja mais maduro e estável, sem grandes variações de crescimento ou encolhimento. No Brasil, o empreendedorismo está em tempos de expansão, vivendo um momento de explosão que pode levar a ter perspectivas gerais positivas.

Além disso, os empreendedores americanos demonstram intenções de começar seu próprio negócio logo no início de suas carreiras, principalmente quando se trata da Geração Y: 32% dos pequenos empreendedores dessa geração nos Estados Unidos afirmaram que decidiram empreender enquanto ainda eram estudantes. Isso reforça a ideia de que lá a cultura do empreendedorismo é mais disseminada e popular quando se comparada ao Brasil, onde apenas 11% dos respondentes da Geração Y afirmaram ter decidido abrir seu próprio negócio quando ainda estudavam.

Em termos gerais, no entanto, e levando-se em consideração os desafios trazidos pela crise, o estudo GoDaddy registra um aumento dos empreendedores por necessidade em ambos os países, ou seja, aqueles que apostaram no empreendedorismo pois perderam seus empregos. De fato, 19% dos proprietários de pequenas empresas brasileiras que participaram da pesquisa disseram que começaram seus negócios depois de serem despedidos de seus empregos fixos, enquanto 25% dos americanos fizeram a mesma coisa.

Com relação ao modelo de negócios, os respondentes de ambos os países demonstraram admiração pelo criador do Facebook, Mark Zuckerberg: 38% dos participantes brasileiros o consideram o melhor modelo de negócios a seguir e 27% dos americanos concordam. Porém, ambas nacionalidades dizem que  a maior inspiração vem de casa: 41% dos brasileiros consideram seus pais como exemplos para seguir e 39% dos americanos compartilham dessa opinião. 

Conhecimentos tecnológicos

Apesar de estarmos cada vez mais confiantes no uso de novas tecnologias, os Estados Unidos ainda estão um pouco a frente: 79% dos americanos preferem gerenciar seu negócio online por conta própria, contra 64% dos brasileiros.

Ainda nos Estados Unidos, quando separados por geração, a  Geração Y demonstra altos níveis de confiança (82%), como esperado, mas a Geração X sai na dianteira, com 83% preferindo gerenciar seu negócio online por conta própria. No Brasil, a Geração Y fica com a posição de mais confiante tecnológico: 71% prefere gerenciar por conta própria, porém, a Geração X não fica muito atrás com 69% concordando com a prática. Quando considerados os Baby Boomers, no entanto, os americanos estão na liderança: 74% dos respondentes desse grupo afirmaram preferir gerenciar suas presenças online por conta própria, enquanto no Brasil, 51% dos Baby Boomers concordaram. 

A pesquisa “Future of Work” foi conduzida pela GoDaddy e Morar Research nos mercados da Austrália, Brasil, China, Canadá, Hong Kong, Índia, México, Estados Unidos, Reino Unido, Turquia e Cingapura.


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