Especialistas da UL alertam para risco de hacking automotivo

Segurança

Especialistas da Underwriters Laboratories (UL), organização de ciência da tecnologia, afirmam que a ameaça de ciberataques em automóveis é real. A possibilidade de seu carro “ganhar vontade própria” e começar a selecionar as estações de rádio ou acionar os freios bruscamente sem o seu comando é uma preocupação dos especialistas.

Atualmente, alguns países permitem testes em veículos semiautônomos. Os carros já estacionam sozinhos e até guiam sozinhos, mas sempre é necessária a presença de um humano. Em meio a essa disputa, os especialistas da UL alertam que a utilização de tecnologias de consumo inteligentes para melhorar a experiência do motorista, incluindo conveniências como a ignição remota a partir de um smartphone,  hotspots Wi-Fi no veículo e aplicativos de comida e entretenimento do painel podem servir como porta de entrada para que os cibercriminosos acessem os sistemas dos carros. Esse hacking automotivo precisa ser prevenido, avisam.

“Todas as conveniências eletrônicas são, potencialmente, vulnerabilidades eletrônicas”, afirma Jack Dunham, membro da equipe de Segurança Cibernética da UL. “Em uma era pré-conectada, o pior cenário era a perda de informações pessoais ou número de cartão de crédito, mas o hacking automotivo tomou outras proporções, podendo causar a morte”, afirmou.

A UL lançou o Programa de Garantia de Segurança Cibernética (CAP) que ajuda os fabricantes, compradores e usuários finais, públicos e privados, a mitigar os potenciais riscos de segurança de dispositivos interligados por meio de avaliações metódicas de risco e avaliações.

“Uma abordagem proativa em relação à segurança, ao invés de reagir às ameaças à medida que surgem, é fundamental para proteger as pessoas e permitir que as montadoras continuem a inovar com tecnologias dentro do veículo”, sublinha Dunham.

As crescentes preocupações sobre o potencial de hacking automotivo levaram a Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos EUA (NHTSA) a lançar diretrizes destinadas a proteger veículos contra potenciais ciberataques. O objetivo das diretrizes é garantir que a segurança cibernética seja um fator chave entre os designers e fabricantes de automóveis em um mundo onde a eletrônica conectada controlará cada vez mais os carros.

Entre outras recomendações, a NHTSA destaca que:

  • Os freios, aceleração e direção – componentes rotulados como “sistemas críticos de controle para a segurança” – devem ser uma área prioritária de foco para as montadoras
  • As “entradas” nos sistemas eletrônicos básicos de um carro, que os desenvolvedores de software usam para corrigir bugs, devem ser trancadas ou seladas quando os carros atingem velocidade compatível às estradas
  • Chaves de criptografia e senhas que dão acesso ao computador de um carro não deve fornecer acesso a vários veículos.

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