CIPHER divulga principais riscos em ciberataques

Segurança

A CIPHER, empresa brasileira especializada em serviços de cibersegurança, divulga um levantamento sobre as ameaças digitais que mais atingem usuários e empresas. A análise aponta que os ataques financeiros e o roubo de informações pessoais vão aumentar esse ano.

O estudo foi realizado por análises do laboratório CIPHER Intelligence que atua na América do Norte, América Latina e Europa, operando 24/7, identificou as seguintes principais tendências em cibersegurança:

1. “Uberização” de ameaças expande os ataques

A Uber é considerada a maior empresa de táxi do mundo e não tem sequer um veículo. A era do “tudo-como-serviço” está se aproximando e os cibercriminosos não precisam necessariamente de ter desenvolvido código malicioso ou ter muitos conhecimentos técnicos pois podem adquirir ferramentas de malware a outros hackers. As “ameaças como serviço” vão contribuir, e muito, para o aumento do número de ataques cibernéticos.

2. Hacktivismo será mais frequente 

Hacktivismo é o ato de hackear sistemas por motivação social ou política. Governos, políticos, pessoas públicas, artistas e inclusive empresas perceberão o aumento de páginas invadidas, websites fora do ar e de vazamento de informação, incluindo o WikiLeaks. 

3. Ransomware se mantém como a principal ameaça digital

Os cibercriminosos buscam dinheiro rápido e o ransomware permite isso, já que é caracterizado pelo sequestro virtual dos dados. Os criminosos fazem sequestros de arquivos e exigem o pagamento em bitcoins, moeda digital que não identifica quem paga ou recebe valores, o que promove o crime pelo anonimato, uma vez que quem recebe o resgate não pode ser identificado.

4. Ataques à Internet das Coisas (IoT) viraram realidade

O fenômeno do IoT não só é um acelerador tecnológico mas também potencializa os danos dos ataques. Os hackers estão muito interessados em adicionar os dispositivos invadidos a uma botnet, usando-os para distribuir negação de serviço (DDoS) e também cobrando para parar o ataque. 

“Nos dias de hoje, uma empresa ser invadida não é questão de “se” e, sim, de “quando”. Em algum momento todas as empresas serão invadidas e, em muitos casos, por diversas vezes”, afirma Paulo Bonnuci, vice-presidente da CIPHER. “Portanto, é necessário ter um processo contínuo de monitoramento, contenção e combate”, alerta o executivo. 


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