McAfee aposta na investigação de ameaças cibernéticas globais

CyberwarSegurança

A McAfee LLC anunciou ao mercado que aumentará seus investimentos e recursos na pesquisa de ameaças cibernéticas, de forma a ajudar as empresas a se protegeram contra as mais sofisticadas campanhas de cibercrime existentes em todo o mundo.

As áreas de pesquisa em que a McAfee vai apostar são malwares avançados, ransomware, fraudes financeiras, crime cibernético geral, espionagem cibernética, guerra cibernética e proteção de sistemas de controle industrial. A empresa de cibersegurança anunciou que vai disponibilizar o Painel do Panorama de Ameaças da McAfee, uma visão geral das ameaças mais recentes e importantes rastreadas pelos pesquisadores da McAfee que quer auxiliar os profissionais de segurança em todo o mundo.

A McAfee também irá aumentar seu envolvimento com organismos de segurança pública e universidades, incluindo iniciativas coordenadas para derrubar redes criminosas, desenvolver novas abordagens de combate ao crime cibernético e recrutar mais jovens para integrar suas equipes de profissionais.

“Investigações de campanhas completam nossa tríade de capacidades de pesquisa dedicadas a manter o mundo digital seguro”, afirmou Steve Grobman, CTO da McAfee LLC. “A McAfee está comprometida a trazer melhores informações sobre ameaças, pesquisas de vulnerabilidade e experiência investigativa para oferecer mais informações aos clientes sobre como agentes maliciosos específicos desenvolvem e empreendem ataques cibernéticos”, acrescentou o executivo.

A empresa, que há algumas semanas anunciou que voltou a ser uma companhia independente, divulgou evidências de que uma série de campanhas do malware Shamoon, que têm como alvo a Arábia Saudita, são obra de uma força coordenada de atacantes em vez de grupos de hackers independentes. A McAfee analisou detalhadamente a evolução das campanhas desse malware desde os ataques de 2012 até as campanhas de 2016 e 2017.

Assim, enquanto as campanhas anteriores da Shamoon visavam um número relativamente pequeno de organizações do setor de energia para interromper as operações da região crítica da indústria, os ataques mais recentes concentraram-se em um maior número de organizações nos setores de energia, governo, serviços financeiros e infraestrutura crítica do país do Médio Oriente.

Segundo a empresa, é provável que estes ciberataques sejam produto de uma única operação abrangente de espionagem cibernética com uma escala que se pode esperar de um agente geopolítico proeminente. 

“As revelações dessa última pesquisa nos lembraram que os dados podem fazer a diferença, mas somente se tivermos visibilidade dos mecanismos internos das ameaças, das campanhas que elas conduzem e dos indivíduos e organizações responsáveis por elas”, afirmou Raj Samani, cientista principal e chefe do McAfee Strategic Intelligence.


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