Brasil é País que mais sofre ataques DDoS na América Latina

Segurança

O Brasil foi o alvo favorito de ataques DDoS (também conhecidos como negação de serviço) na América Latina em 2016, de acordo com levantamento realizado pela Arbor Networks. Ainda de acordo com relatório, o País enfrentou 54% de todos os ataques do tipo na região, seguido pela Argentina, Chile, Equador e Colômbia.

Os ataques DDoS existem há quase 20 anos, mas desde 2013 eles estão ganhando força e registrando um crescimento exponencial não apenas na quantidade, mas também em escala e complexidade. E isso está acontecendo no mundo inteiro.

O ataque mais poderoso registrado pela empresa de segurança aconteceu no ano passado, e bateu a marca de 800 Gbps – aumento de 60% em comparação aos ataques de anos anteriores. Vale ressaltar que o sistema da Arbor Network monitorou 588 ataques acima de 100 Gbps durante o mesmo período, contra 223 do mesmo tipo em 2015. Desde 2005, o tamanho desse tipo de ataque cresceu cerca de 7.900%.

O modo de ataque também ficou mais ousado, de acordo com a empresa, que registrou mundialmente um aumento de 67% de prestadores de serviços relatando ataques DDoS multivetores (o tipo mais complexo deles) em suas redes – número acima dos 56% registrado em 2015 e dos 32% de 2014.

Ainda de acordo com a empresa, os alvos preferidos são: data centers, provedores de serviços, empresas e organizações governamentais e instituições de ensino.

Apesar de não representar perdas físicas ou vazamento de informações, os prejuízos causados por esse tipo de ataque resulta em perdas financeiras para as vítimas, sendo por conta de investimentos para mitigar eventos do tipo (feito por 71% das empresas entrevistadas para o levantamento, seja em perdas de receita que podem chegar a 1 milhão de dólares (relatadas por 42% dos entrevistados), ou ainda clientes: 33% dos participantes do levantamento tiveram de enfrentar esse tipo de problema.

Para o levantamento foram entrevistadas 356 companhias do setor de TI, entre novembro de 2015 a outubro de 2016.


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