Pesquisa da Frost & Sullivan aponta o futuro industrial da IoT no Brasil

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A Frost & Sullivan apresentou os resultados de seu estudo “O Mercado industrial brasileiro de Internet das Coisas, Cenário para 2021” durante a 6ª edição do Growth, Innovation and Leadership Summit, em São Paulo.  É esperado um crescimento significativo para o mercado de IoT, que deve alcançar receitas de US$ 3,29 bilhões em 2021.

“A Tecnologia começa a ser embarcada nos produtos, junto com módulos de conectividade, permitindo às empresas extrair informações sobre a experiência do consumidor, analisar e definir ações. É uma revolução centrada no consumidor, direcionada pela transformação digital”, afirma Renato Pasquini, Diretor de Pesquisa e Consultoria em Transformação Digital da Frost & Sullivan para América Latina.

O estudo da Frost & Sullivan, que exclui IoT e objetos que exigem interface humana, se refere a receitas de hardware (módulo de conectividade e outros componentes), software e serviços diretamente ligados a soluções IoT.

De referir que, em 2016, o mercado de IoT no Brasil atingiu uma receita de mais de US$ 1.3 bilhão, sendo a indústria automotiva e as manufaturas verticais as mais relevantes.  Mas existem outros setores com grande potencial de crescimento, como a agricultura, saúde ou smart cities.

“Enquanto a indústria automobilística e de manufatura estarão maduras em 2021, a expectativa é que a da Saúde tenha as mais altas taxas de crescimento anual composta (na sigla em inglês CAGRs), gerando uma trilha reversa em outros mercados, começando por negócios B2C, e então envolvendo empresas. Devido à grande regulamentação do mercado de Saúde no Brasil, com várias questões sobre a confidencialidade e segurança dos dados, a adoção pelas instituições de saúde será uma longa jornada. Entretanto, tecnologias voltadas aos pacientes são mais fáceis de serem adotadas, como serviços móveis, apps e dispositivos, que levarão o mercado de saúde B2C a atingir a soma de US$610 milhões em 2020”, completa a Gerente de Pesquisas em Saúde Transformacional da Frost & Sullivan, Rita Ragazzi.

Uma das conclusões do estudo é que o ecossistema de IoT no Brasil ainda é fragmentado. Há desafios de ampliar a capacidade de consultoria e integração para que as empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação ofereçam soluções ponta-a-ponta em IoT. 


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