Foco e agilidade são peças-chave para sucesso da HPE, diz presidente

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Há exatos 2 meses à frente da HPE no Brasil, Ricardo Brognoli considera a estratégia da companhia bem-sucedida. Os ingredientes essenciais para o constante crescimento da empresa são apenas dois: foco e agilidade.

Parecem simples, mas são dois fatores que demandam muito trabalho. “[Foco e agilidade são] duas palavras que nortearam a nossa estratégia de lá até aqui, no momento atual. Mas foco em que? Em trazer para o mercado as melhores soluções para a TI híbrida, ter a parte da rede inteligente e ter serviço para implementar tudo isso”, conta Brognoli, durante encontro com jornalistas, que se realizou em São Paulo. Já a parte de agilidade é autoexplicativa: “o mundo de tecnologia vai ser revolucionado tão rápido que você precisa ter realmente um ambiente no qual você tem o controle do que está fazendo”, completa.

Para relembrar, há dois anos a Hewlett-Packard se transformou em duas metades distintas: HP Inc., responsável por toda a gama de produtos de computação pessoal da companhia; e a HPE, com ofertas de soluções para o mercado corporativo. E a decisão de dividir a empresa se mostra cada vez mais acertada.

Completando esse cenário, em fevereiro, a empresa encerrou a fusão da CSC com a sua unidade de serviços, o que resultou em uma nova companhia inaugurada em abril, a DXC Technology que passou a ser comandada por Luciano Corsini, antigo country manager da HPE para o Brasil que passou o bastão para Brognoli ao assumir esse novo desafio.

Também como parte do movimento, em setembro, a divisão de software da companhia começará a operar de forma apartada da HPE, e possivelmente continuará com o nome da Micro Focus – para quem a HPE vendeu seus ativos de software em setembro passado pelo valor de R$ 8,8 bilhões.

Lançamentos
Hoje, a companhia trabalha com o intuito de ajudar empresas com suas transformações digitais – situação essa que, na opinião de Brognoli, é inevitável no atual cenário. “A transformação vai ocorrer. A única variável é quando”, afirma.

Nesse sentido, a HPE acredita que o mundo no futuro será híbrido – não só digital, tampouco só o tradicional – “e, dependendo da necessidade do cliente, esse híbrido será mais para um lado ou para outro”, comenta o executivo.

Para este ano, a companhia apresenta novos produtos que serão divulgados durante esta semana no Discover, principal evento anual da empresa, que em 2017 está sendo realizado simultaneamente com o Global Partner Summit (evento com foco em parceiros). Dentre as principais soluções está o investimento em infraestrutura combinável (composable infraestructure, em inglês) – uma vez que a TI híbrida requer um ambiente flexível, o movimento natural é poder colocar tecnologia onde se faz necessária. “Precisamos estar cada vez mais preparados para um ambiente onde tudo depende e usa maior e menor grau de recursos computacionais”, comenta Rodrigo Guercio, diretor de soluções e tecnologia da HPE.

Assim, a empresa anunciou uma implementação para o Synergy, a plataforma de infraestrutura combinável da empresa que possibilita gerenciar de forma centralizada e escalar on-demand como explica o executivo. “O uso do composer junto com a fotônica permite movimentar os recursos com a velocidade que necessito”, explica. A plataforma também possui inteligência artificial embarcada para dar recomendações ao cliente de acordo com o perfil de uso.

A HPE também anunciou a nova geração 10 de servidores, que traz segurança baseada em silício por meio do seu chip ASIC. A ideia da tecnologia, que estará embarcada em todos os equipamentos da nova geração, é criar uma espécie de impressão digital do firmware das máquinas que “impede que um firmware malicioso, por exemplo, possa ser rodado”, explica Guercio. “Quando conversamos com clientes que têm bases instaladas de servidores, uma das ameaças mais difíceis de se detectar são as que entram através do firmware. Elas demoram para ser identificadas, são sutis, e quando você entende o que está acontecendo, boa parte da infraestrutura já está comprometida”, comenta o especialista, afirmando que é esse tipo de ameaça que a empresa quer endereçar.

Para o programa de canais, a companhia também apresentou novidades, especialmente para PMEs. A HPE passa a oferecer licenciamento economicamente viável e baseado em web “para quem é sensível a preço, mas sem deixar os benefícios de lado”, afirma Guercio. Além disso, certificações passarão a ser feitas em menor tempo: de 9 para 5 dias.

The Machine
No Discover de 2016, a The Machine foi um dos destaques da empresa. A máquina, que atua com uma tecnologia de memória que consiste no uso de células de luz (ou fotônica) para realizar a comunicação, em vez dos tradicionais fios de cobre, ganha oficialmente um grupo de trabalho.

A empresa espera, agora, que desenvolvedores possam ajudar a criar e ampliar esse ambiente. Nesse sentido, a companhia está convocando interessados por meio de um programa on-line que receberá o nome de The Machine Group e atuará como um grupo aberto mediado pela própria HPE. “Queremos reunir pessoas relacionadas a desenvolvimento de computação e memória. Vamos dar recursos, tool kits, para que pessoas desenvolvam aplicações para esse tipo de arquitetura”, conta Guercio.

Para se ter uma ideia da potência da máquina: são 160 terabytes, com arquitetura para escalar até 4.096 yottabites – ou o equivalente a 1 mil vezes todo o patrimônio digital que está disponível no mundo hoje.

Nesse sentido, a recente ameaça WannaCry poderia ter sido identificada em um intervalo de tempo menor que 15 segundos e, portanto, evitada se a tecnologia da The Machine estivesse em ação. “O dano e a extensão desse incidente seria consideravelmente menor, na medida que conseguiríamos tratar massas de dados em um tempo muito menor”, comenta Guercio.

 


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