Michelle Obama desafia Vale do Silício a convidar mais mulheres para a cena

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“Vocês estão realmente preparados? Estão preparados para ter mulheres à mesa? Então abram espaço”. Esse foi o desafio lançado por Michelle Obama à plateia majoritariamente masculina da WWDC – o principal evento da Apple, que ocorreu no início desta semana.

A ex-primeira dama foi convidada ao evento pela empresa para falar especialmente sobre o empoderamento feminino e a representatividade da mulher – o que é especialmente importante em um universo que é dominado por representantes do sexo masculino, como acontece no Vale do Silício.

A conversa, no entanto, não foi aberta à imprensa, mas foi divulgada posteriormente por um participante da plateia, em entrevista à CNN Tech.

Para se ter uma ideia da disparidade, um estudo recente publicado pelo National Center for Women and Information Technology aponta que 26% das vagas na área de computação foram preenchidas por mulheres em 2016 – e apenas 3% delas eram negras. “Meninas fogem de tecnologia e ciência… Há algo na forma como esses assuntos estão sendo ensinados. Vocês, homens, são mais inteligentes que isso. São melhores que isso, então vamos resolver esse assunto”, continuou Michelle.

Além disso, não é incomum ver assuntos relacionados à abusos no meio tecnológico contra mulheres. Alguns exemplos desse fato são: Mark Hurd, que atualmente co-comanda a gigante da nuvem Oracle, mas que em meados de 2000 foi acusado de abuso sexual. Recentemente, a Uber demitiu funcionários por conta de reclamações sobre o mesmo assunto – inclusive com uma ex-engenheira tendo formalmente acusado um gestor e a empresa de negligenciar o assunto.

Conselhos
Além de apoiar a ala feminina, Michelle também convocou a audiência no sentido de se tornarem influenciadores – não de uma grande comunidade, a princípio, mas começando pequeno, em casa. “Muitos de nós querem ser grandes influenciadores, mas não queremos confrontar nossas próprias famílias sobre coisas que importam”, disse ela, completando que as pessoas não devem subestimar o valor do que elas podem fazer dentro de suas próprias comunidades.


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