Microsoft anuncia Biocatch: solução que usa machine learning contra fraudes

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A Microsoft investe em soluções que permitem às organizações do setor financeiro remodelarem seus modelos de negócio rumo à transformação digital. A companhia apresenta suas novidades durante o Ciab, principal encontro do setor que acontece nesta semana, São Paulo.

Dentre as soluções demonstradas no evento está a Biocatch, que se baseia na análise da biometria comportamental com inteligência artificial no Azure, a nuvem da Microsoft, para detectar possíveis fraudes.

A solução, utiliza machine learning para entender os padrões comportamentais de navegação na internet do usuário, como a forma que arrasta do mouse ou toca seu dedo no smartphone. Com base nesses dados, o sistema cria uma assinatura cognitiva para cada usuário.

Quando um fraudador tentar realizar uma transação, o sistema identifica diferenças no padrão de comportamento e envia um alerta para a TI do banco, que pode tomar ações para evitar a fraude. A solução já está sendo utilizada no Brasil e é comercializada pela Amiggo, parceiro da Microsoft.

“Nossa nuvem permite que a Biocatch cruze mais de 500 variáveis para apontar uma fraude, como velocidade de arrastar o mouse e a forma de navegação, horários, inclinação do dispositivo ao digitar ou arrastar objetos, as nuances de movimento do mouse ou mesmo velocidade e padrão de digitação”, comenta Adriano Bottas, líder da Microsoft Brasil para o setor financeiro.

Outras novidades

Também durante o evento, a empresa de Redmond apresenta soluções em nuvem para blockchain.

O ambiente Blockchain como Serviço permite que empresas públicas ou privadas, de qualquer indústria, criem no Azure seu próprio laboratório de testes em blockchain.

Atualmente, a empresa já vem trabalhando em iniciativas na área, como: projeto de Emissão de Carta de Crédito para os processos de câmbio que conecta a tesouraria da empresa com o Bank of America Merrill Lynch; um piloto na redução de tempo para conciliar disponibilidade de quartos de hotéis na empresa australiana Webjet Limited; e uma parceria com a Mojix, empresa de RFid, que desenvolve com a Microsoft um conjunto de tecnologias de Blockchain para Internet das Coisas.

Para levar a experiência do Blockchain a quem comparecer ao CIAB, a Microsoft desenvolveu para o evento, em parceria com a LTM e a 7Comm, um aplicativo baseado no mesmo modelo adotado por sistema de Blockchain. O “BitPoints”, disponível para Android e iOS, permitirá que as pessoas acumulem “tokens” na medida em que visitam os estandes com informações coletadas na leitura de QR code. Os “tokens” poderão ser usados na troca de prêmios no estande da Microsoft, entre eles o Xbox – console de jogos da Microsoft. Ainda será possível transferir “tokens” para um outro usuário, simulando pagamentos que poderiam ser feitos de forma mais descomplicada usando Blockchain.

“A transformação digital é uma tendência e a Microsoft tem investido em diferentes soluções para que as empresas possam se adequar a este novo momento global. O Blockchain é uma das mudanças mais significativas e, nesse contexto, a Microsoft tem papel fundamental para garantir ao mercado uma forma transparente para monitorar digitalmente a propriedade dos ativos e oferecer um ambiente seguro e flexível na plataforma de nuvem Azure”, comenta Bottas.

Microsoft participou da criação do Ethereum como Serviço (ETHaaS), que é um protocolo aberto de Blockchain na nuvem Azure utilizado para a criação de “Smart Contracts”. O consórcio R3, por sua vez, utiliza a plataforma de nuvem Microsoft para acelerar o uso do Blockchain privado para diminuir a complexidade e custo das transações financeiras entre países. Recentemente, a Microsoft também anunciou o Projeto Bletchley, que visa acelerar a adoção de Blockchain.

Em fevereiro deste ano, a Microsoft se associou ao consórcio Enterprise Ethereum Alliance (EEA), como um dos 30 membros fundadores, junto com outros gigantes das indústrias de tecnologia, consultoria, finanças e algumas Fintechs. O EEA utiliza como protocolo padrão o Quorum, versão corporativa do Ethereum desenvolvida pelo JP Morgan para endereçar demandas específicas, como privacidade de dados e volume de transações por segundo. O EEA teve a adesão de 86 novos membros desde sua criação.


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