Empresas brasileiras gastam mais de R$ 4,7 milhões com violação de dados, indica estudo

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O número de incidentes provocados e os custos gerados com violação de dados no Brasil teve um aumento histórico este ano, segundo o estudo anual da IBM em parceria com o Instituto Ponemon, “Custos de Violação de Dados 2017”.

O relatório indica que o valor total desembolsado para reparar as invasões foi de R$ 4,72 milhões, contra R$ 4,31 milhões computados em 2016. Em 2016, a quantia era de R$ 4,31 milhões. Participaram do levantamento, que tomou como base os custos de 36 empresas, 166 organizações de 12 diferentes segmentos.

De acordo com a pesquisa, os ataques maliciosos ainda são a principal causa da violação de dados, sendo responsáveis por 44% dos casos analisados, seguidos de falhas humanas, que incluem funcionários desatentos ou negligentes (31% dos casos), e falhas nos sistemas, que representaram 25% do total. O estudo aponta que as empresas mais afetadas foram as voltadas para as indústrias de serviços, finanças e tecnologia, que registraram um custo per capita acima de R$ 246 para reparação de dados.

Quanto maior o número de registros roubados, mais alto é o custo da violação de dados. “Para se ter uma ideia, as companhias que tiveram vazamentos envolvendo menos de 10 mil registros tiveram um custo médio de R$ 2,07 milhões, enquanto as que tiveram 50 mil ocorrências comprometidas registraram um valor de R$ 6,73 milhões”, explica o líder de Segurança da IBM Brasil, João Rocha.

O estudo revela ainda que um dos fatores que define o valor para reparar as violações é o tempo de identificação da invasão, pois quanto mais rápido o malware for detectado e contido, menores os custos das empresas. A média de tempo que as companhias demoraram para identificar uma invasão foi de 250 dias e cerca de 105 dias para conter o vazamento de dados, após a sua identificação. Caso o tempo de identificação fosse inferior a 100 dias, o custo médio para reconhecer uma violação seria de R$ 4,13 milhões. No entanto, se for superior a esse tempo, o valor subiria para R$ 5,3 milhões.


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