Pesquisa revela papel das operadoras no ecossistema da Internet das Coisas

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A Amdocs promoveu uma pesquisa que busca compreender o papel das operadoras no ecossistema brasileiro de Internet das Coisas (IoT). Com mais de 2000 entrevistados do mercado de telecomunicações, como executivos, consultores, entidades públicas e analistas de mercado, a pesquisa procurou decifrar o papel que as operadoras tendem a adotar para oferecer suas soluções IoT no Brasil e como esses resultados podem ajudar outras operadoras na América Latina.

De acordo com os resultados, 29% dos entrevistados acredita que as Smart Cities são o segmento com o maior potencial de crescimento no país. Em segundo lugar aparece o agronegócio inteligente, com 23% das respostas.

Para quase 30% dos entrevistados, o papel das operadoras será atuar como plataforma neste mercado. Na verdade, a maioria delas já atua dessa maneira e o grande desafio será se concentrar em uma determinada indústria/vertical. “Muitas operadoras ainda estão focadas em compreender e analisar as oportunidades de crescimento e, neste momento, não há rota correta a seguir”, diz Renato Osato, VP e CBE da Amdocs para as regiões América Latina e Caribe.

“A Internet das Coisas tem muitos ângulos (novos processos, tipos de tecnologia, protocolos, etc.) desde a fabricação de chips até monitoramento e infraestrutura, e as operadoras ainda não estão 100% preparadas para participar de todas essas etapas”, continua o executivo. “A Amdocs possui soluções de ponta que englobam sistemas que serão utilizados desde a produção até a entrega ao consumidor, esteja ele em casa, no trabalho ou em movimento”.

Quando perguntados sobre os segmentos com maior potencial para um envolvimento mais ativo das operadoras, as Smart Cities também foram as mencionadas com mais frequência, chegando a 45% das respostas. De acordo com Eduardo Tude, presidente da Teleco, isso se deve ao interesse em investir e desenvolver soluções IoT para a sociedade como um todo. “Nós não só desenvolveremos soluções para o usuário final, mas também soluções focadas em melhorias para a cidade”, diz o executivo.

Em relação à segurança, quase 79% dos entrevistados acreditam que as redes das operadoras ainda não estão preparadas para atender aos requisitos de segurança da IoT.

A pesquisa conclui que as soluções para o IoT têm amplas possibilidades e envolvem vários players no mercado. Neste momento, as operadoras estão buscando um plano de ação que vá além da conectividade neste ecossistema e que as permita se desenvolver como uma plataforma, para isso, a criação de uma rede de parceiros parece ser a fórmula que melhor permite que as operadoras ocupem um lugar de privilégio na cadeia de valores da Internet das Coisas.


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