Falta de mão de obra especializada coloca em risco IoT no Brasil e no mundo

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A Inmarsat lançou uma pesquisa que indica que as empresas não possuem habilidades em Internet das Coisas nos diferentes níveis de suas organizações, o que coloca em risco o sucesso de suas implantações de IoT e a segurança de seus dados.

O relatório “The Future of IoT in Enterprise – 2017”, realizado pela Vanson Bourne entrevistou 500 decisores em TI de grandes organizações nas regiões das Américas, EMEA e APAC. No Brasil, 94% dos entrevistados relataram que precisavam de pessoal adicional de nível sênior e estratégico com habilidades para definir os objetivos e as prioridades para implantações de IoT. Esse número diminui apenas um pouco quando comparado à América Latina, 86% e a média global é de 76%.

Além disso, 91% dos entrevistados brasileiros identificaram uma falta de pessoal com experiência em nível de gerência em implantações de IoT (em LATAM, a média foi de 85%, e, globalmente, 72%) e, para 97% dos brasileiros faltam habilidades na entrega prática de soluções de IoT para garantir que as soluções funcionam (91% em LATAM e 80% globalmente).

A falta de pessoal experiente em cibersegurança para lidar com a vasta quantidade de dados gerados pelas soluções de IoT é também um preocupação para 81% dos brasileiros. Já o déficit de pessoal com experiência em análise e ciência de dados, apenas foi referido por 28% dos brasileiros.

“Existe um reconhecimento claro por organizações de todos os setores de que IoT desempenhará um papel fundamental na transformação digital e na capacidade de obter uma vantagem competitiva. Mas, para que isso aconteça, as empresas precisam contar com os conjuntos de habilidades corretas e, como nossa pesquisa demonstra, muitos hoje se encontram sem a equipe qualificada necessária para essa transformação e não conseguem aproveitar o potencial oferecido pelas soluções de IoT. A menos que este déficit de habilidades seja devidamente resolvido, existe o risco de os projetos de IoT falharem e as empresas estarão abertas a novas ameaças à segurança, colocando um freio indesejado na inovação”, refere, Paul Gudonis, Presidente da Inmarsat Enterprise Business Unit.

Em relação ao status de implementação de IoT, 52% das organizações brasileiras que responderam à pesquisa revelaram já estar em andamento com o processo de implementação das soluções. Quando comparadas às respostas latino-americanas, somente 38% já estão avançadas nesse processo.

Quando perguntados sobre os principais desafios enfrentados em relação a IoT, os brasileiros identificaram segurança como a principal barreira (58%), seguidos de falta de conhecimento interno de seus profissionais (55%), da complexidade da infraestrutura de TI já existente (52%) e dos custos elevados (45%). Problemas com conectividade (45%), falta de visão para o potencial dessa tecnologia (42%) e de sua prioridade (39%) também foram aspectos mencionados.

“À medida que o valor potencial das soluções IoT se torne mais aparente, as taxas de implantação deverão aumentar, colocando ainda mais pressão no grupo de funcionários com as habilidades necessárias para tornar bem-sucedidos os projetos de IoT. As empresas deverão, portanto, tomar rapidamente medidas para aprimorar o seu pessoal existente e preencher as lacunas em seus conjuntos de habilidades internos com novas contratações. Mas, no prazo mais longo, o foco deverá ser o estabelecimento de parcerias estratégicas com especialistas em IoT. Com a economia de escala do lado deles, os parceiros especializados poderão ajudar as empresas a superar seus estrangulamentos de habilidades e tornar suas implantações de IoT bem-sucedidas”, conclui o executivo.

O relatório da pesquisa pode ser baixado aqui.


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