Android é foco dos ataques a dispositivos móveis no Brasil

Segurança

Pesquisa exclusiva da Fortinet revela que o ransomware e tráfico de botnet estão aumentando no país e que os ataques ao sistema operacional iOs têm índices pouco significativos quando comparados ao Android da Google.

A empresa de soluções de segurança cibernética de alta performance, em parceria com o FortiGuard Labs, apresenta um levantamento sobre as principais ameaças no país no período de janeiro a agosto de 2017.

De acordo com o relatório, o Brasil é recordista em números totais de malware para plataforma móvel, aparecendo em 5º lugar, atrás de países como Japão e Estados Unidos e com o equivalente a 10% de tentativas de infecções a dispositivos móveis em relação ao total de ameaças detectadas. 

O Android é o sistema para dispositivos mobile mais utilizado no país e o mais vulnerável a ciberameaças, com 99,9% das tentativas de ataque, número muito superior ao observado em outras regiões. Do total de malwares em dispositivos móveis detectados na América Latina e no Caribe no primeiro trimestre de 2017, 28% deles eram malwares para dispositivos Android.

O tráfico de botnet vem aumentando no Brasil, sendo 50% maior que no começo do ano. O Andromeda é a principal ameaça do tipo, com cerca de 255 mil hosts infectados, 27% do total detectado no nosso país, um crescimento de 300% desde o início do ano, mas pode não repetir o feito do passado, quando foi responsável por 1,1 milhão de ameaças.

Os dispositivos de Internet das Coisas (IoT) estão se tornando grandes oportunidades para hackers, já que sua grande maioria não foi desenvolvida com grande foco em cibersegurança. Em 2017, os botnets de IoT Miraj e Hajime foram responsáveis por 20% de todo o tráfego no Brasil. 

O malware que criptografa os arquivos e solicita um resgate continua a crescer em todo o mundo. O JS/KYptik, que baixa e executa a família Cerber, ainda segue na frente, sendo identificado por mais de 10% de todos os sensores no Brasil.

De janeiro a agosto, foram mais de 113 milhões de tentativas de exploração de vulnerabilidades detectadas. A Fortinet identificou em seu relatório que 50% dos ataques do tipo IPS tentaram explorar vulnerabilidades web.

A ameaça TCP.Out.Of.Range.Timestamp é responsável por 30% do tráfego total dentro das TOP 20 ameaças do tipo e sua abrangência aumentou de 1 milhão em janeiro para seis milhões em abril. O relatório também destaca a presença de malwares derivados do Apache Struts, software de código aberto, que se tornou conhecido após o ataque à Equifax que causou o vazamento de dados pessoais de mais de 143 milhões de usuários no mundo. 


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor