Royal Caribbean aposta em inovação digital

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A empresa de cruzeiros está implantando uma onda inédita de inovações digitais que atingem cada aspecto de seus negócios e está transformando os navios de cruzeiro de proa a popa, usando tecnologias como reconhecimento facial, realidade aumentada e ambientes virtuais.

Visível para os consumidores através de um aplicativo poderoso que cobrirá a frota de 48 navios da empresa nos próximos dois anos, o mar de inovações também acabará com as filas de check-in nos portos graças à tecnologia de reconhecimento facial que sabe quem são os passageiros na chegada, equipará tripulantes para se antecipar às necessidades dos usuários e permitirá que navios gigantes de cruzeiro naveguem pelas águas com uma cortina de ar que economiza combustível.

“O ritmo das mudanças é incansável – como nós”, afirma Richard D. Fain, chairman e CEO da RCL. “Estamos reunindo diversas tecnologias para aprimorar cada faceta de nossos negócios, cada minuto das férias de nossos passageiros e cada centímetro dos navios que construímos”, acrescenta.

O aplicativo para smartphone permitirá contratar excursões em terra, pedir bebidas e fazer reservas para jantar sem sair da espreguiçadeira à beira da piscina. Além disso, os passageiros vão poder vivenciar experiências em realidade virtual e aumentada que transformam os espaços dos navios em ambientes virtuais e jogos interativos, nos quais o teto da cabine pode ser substituído por um céu estrelado, as paredes de um restaurante podem se transformar nos sons e cheiros de um café ao ar livre.

Uma versão inicial do aplicativo para passageiros de cruzeiros já está disponível em algumas embarcações da frota da RCL. Schneider diz que a empresa continuará refinando o aplicativo, adicionando novos recursos e capacidades específicos aos navios com cada versão subsequente.

“Nosso objetivo é ter o aplicativo habilitado em cerca de 15 por cento de nossa frota até o final deste ano e mais que duplicar essa porcentagem até o final de2018”, explica Jay Schneider, vice-presidente sênior da RCLSchneider.

Um foco específico é a remoção de momentos que roubam o tempo da experiência no cruzeiro e para tal, a empresa está combinando tecnologias que vão do reconhecimento facial à etiquetagem RFID, mapeamento por GPS e feixes habilitados com Bluetooth para uniformizar o embarque, gerenciar os check-ins automaticamente e melhorar a busca de caminhos.

Em conjunto com a próxima geração das pulseiras WOW da companhia, o aplicativo também abrirá as portas e permitirá que os passageiros controlem a iluminação e a temperatura das cabines.

As inovações que enriquecerão as experiências dos passageiros também serão complementadas com um conjunto de ferramentas para os tripulantes. Por exemplo, as ofertas habilitadas pelo aplicativo para os passageiros serão espelhadas no lado da tripulação por aplicativos móveis que ajudam a equipe a fazer check-in do passageiro, preencher a papelada necessária, rastrear a entrega das malas nas cabines e interagir com os passageiros e se antecipar a suas necessidades durante toda a viagem.

Além disso, os tripulantes terão acesso a meios mais fáceis de controlar as próprias agendas, manter-se conectados com a família e amigos enquanto estão a bordo com a RCL durante os períodos fora de contrato.

A transformação tecnológica também abrange áreas além da experiência dos passageiros e tripulantes, incluindo inovações para tornar os navios mais eficientes energeticamente e melhorar sua gestão

Por exemplo, futuros centros de comando utilizarão realidade aumentada para ajudar na navegação e manobra. “Pense nisso como habilitar o equivalente náutico a voar por instrumentos”, compara o  CEO da empresa

Iniciativas para utilizar fontes de energia alternativa complementam os esforços de conservação de energia da RCL. Alguns navios já estão equipados com painéis solares que geram energia suficiente para algumas necessidades a bordo. A companhia ira demonstrar, no evento Sea Beyond, o uso de células de combustível para geração de energia. O uso de células de combustível pode fundamentalmente mudar o design do navio ao distribuir fontes de energia por toda a embarcação. Ademais, a adoção de células de combustível também significaria produzir menos energia a partir de geradores a diesel, reduzindo as pegadas ambientais dos navios. A companhia planeja experimentar com essas células nos navios atuais, de olho em seu amplo uso e no de propulsão por gás liquefeito natural (GLN) na futura classe Icon.

“Estamos totalmente adotando a expectativa de que conduziremos um negócio ambientalmente sustentável”, afirma Fain. “Testar novas formas de mover nossos navios faz parte de nosso amplo compromisso em sermos uma líder ambientalmente responsável” completa o executivo.

 


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