A inovação como estratégia de gestão

Inovação

 Você já parou para se perguntar como está a estratégia do seu negócio? Pois é, essa pergunta é fundamental para o sucesso da sua empresa e deve ser colocada em questão em diversos momentos. A resposta precisa levar em consideração vários aspectos, e, o primeiro deles, e talvez um dos mais importantes, é se sua

 Você já parou para se perguntar como está a estratégia do seu negócio? Pois é, essa pergunta é fundamental para o sucesso da sua empresa e deve ser colocada em questão em diversos momentos. A resposta precisa levar em consideração vários aspectos, e, o primeiro deles, e talvez um dos mais importantes, é se sua empresa oferece algo diferente, ou seja, sua empresa possui uma proposta exclusiva de valor que a torna única e desejada por um determinado público alvo?

Lembre-se, o bom estrategista é aquele que cria algo único e exclusivo para se diferenciar no mercado. Para isso, é preciso estabelecer um DNA diferente e investir cada vez mais nesse diferencial. E mais, não basta ser diferente em uma só feature, tem que construir uma cadeia de valor com atividades distintivas difíceis de serem copiadas que sejam realmente inéditas, criativas e repensadas ou incrementadas constantemente.

Não queira ser bom em todas as dimensões do seu segmento, esteja ciente que terá que fazer alguns tradeoff’s, ou seja, terá que abrir mão de ser bom em determinados aspectos, pois estes conflitam com o aspecto que escolheu para se diferenciar. Concentre-se em se destacar naquilo em que você já faz bem. Por exemplo, um famoso sabonete hidratante que vem despontando nas vendas há anos. Seu principal tradeoff foi a capacidade de limpar, dimensão que conflitaria com a dimensão que hidrata, porém eles focaram num público alvo que prioriza o cuidado com a pele e não requer alta exigência de limpeza. Com certeza um mecânico não utiliza esse produto quando o objetivo é limpar a mão de graxa.

Se você quer se sobressair também precisa resistir a certos padrões de comportamento profundamente enraizados na maneira de conduzir os negócios, tais como “ouvir demais” clientes e colaboradores. É muito importante ouví-los, fundamental, mas será que eles conhecem bem sua estratégia? Será que o cliente que está ouvindo faz parte do seu público alvo?

Outro ponto é a hipervigilância competitiva. Estude a concorrência sempre, mas não faça isso como forma de guiar a evolução do seu produto, tenha firmeza de propósito na estratégia que escolheu. Tente inovar de fato e traçar sua própria trajetória.

Fique atento à obsolescência do seu negócio, pois ele pode ser substituído a qualquer momento por um aplicativo, ou ainda por algum visionário que não tem nada a ver com seu segmento de atuação. Afinal, não foi o dono de uma grande locadora que inventou o que é hoje a líder mundial em serviço de assinatura de filmes e séries de TV. A disruptura chega e deixa para trás quem não estiver atento à velocidade dessas mudanças.

A saída para isso tudo é inovar sempre, constantemente! Coloque a cultura da inovação em prática na sua empresa. Provoque sua equipe para que todos pensem em uma maneira de atender a uma necessidade e não nas soluções já existentes, pois assim você limita o espaço para a criatividade. Como diria o grande cientista Grahan Bell: “Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente até os outros já foram”.

Questione o status quo e invista em tecnologias disruptivas e que demonstrem estar à frente do que todos já fazem e que permitam que sua empresa esteja sempre a um passo adiante, antecipando o futuro.

Pense em “como será o seu negócio no futuro” e procure sempre antecipar. Busque exercitar com sua equipe o “sair da caixa” e olhar o negócio por fora. Existe uma forma mais fácil e prática de atender a necessidade que hoje sua empresa atende?

Se não fizer isso com a frequência e criatividade necessária, você corre o risco do seu negócio ser extinto por uma inovação de um garoto de 23 anos do Vale do Silício.