Xiaomi deve estrear a operação brasileira em algumas horas

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Xiaomi Mi Hugo Barra VP Global NV

A fabricante de smartphones número dois da China deve incluir dentro de algumas horas o Brasil no menu de países em que atua. Com a estratégia de atacar agressivamente mercados considerados emergentes a companhia é conhecida como a “Apple da China”, devido à alta qualidade dos produtos e preços bastante mais baixos que o praticado pela concorrência.

A empresa vende os aparelhos em seu país natal, maior mercado do planeta, onde perdeu no mês passado a liderança para a fabricante do iPhone e também na Índia, outra região com grande potencial de vendas. A escolha do Brasil serve para marcar sua estreia no continente Americano, uma vez que as vendas devem ocorrer aqui, antes mesmo dos EUA, maior economia do planeta.

Todos os detalhes da operação serão revelado pelo brasileiro Hugo Barra, que já foi executivo do Google e atualmente comanda a vice-presidência global da companhia. Ele já está no País desde a última semana, para os preparativos do lançamento.

A fabricante, que na ásia comercializa celulares, tablets, power banks, wearables, centrais de mídia, fones de ouvido, cases para seus próprios produtos e até aparelhos de TV, vai inaugurar suas vendas locais com manufatura nacional, segundo informações preliminares confirmadas pela própria Xiaomi.

Tudo será detalhado em um evento marcado para logo mais, as 11h, quando a companhia receberá a imprensa especializada de todo o país em um teatro na Zona Sul da capital paulista, onde a B!T também vai estar para a cobertura.

Até lá, nós elencamos os produtos da asiática que já homologados junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e que tem grandes chances de estrear ainda hoje por aqui.

O phablet da companhia, Mi Note Pro, tem colossais 5,7 polegadas e um design que lembra muito seu arqui-rival: o iPhone 6 Plus. Comercializado nas cores branca, preta e dourada, foi o primeiro aparelho da empresa a ser homologado por aqui, mas ainda não se sabe quais as configurações que serão embarcadas no aparelho, caso ele realmente seja distribuído em todo o território nacional.

Na China o Mi Note Pro tem o preço sugerido de 3 mil Yuan, o equivalente a R$ 1,5 mil. Atualmente, devido à intensa procura pelo dispositivo nos mercados asiáticos, ele é encontrado pelo equivalente a R$ 1,9 mil, preço semelhante ao do Galaxy Note 4, da mesma categoria, no Brasil.

Já os smartphones Mi 4 e Mi 4i, apesar de compartilharem quase o mesmo nome, são aparelhos para públicos diferentes. Enquanto o primeiro é considerado o produto premium do portfólio, o segundo tem acabamento mais simples, o que corta o preço pela metade.

Enquanto o Mi 4 custa em torno de R$ 1,4 mil naquele país, o irmão intermediário, 4i, pode ser adquirido por aproximadamente R$ 600. Ambos ostentam telas de 5 polegadas, no entanto, o aparelho mais barato não tem tela full HD assim como o irmão mais caro. Ainda assim, apresenta detalhes interessantes para a categoria, como uma resolução de respeitáveis 441 pixels por polegada.

Além dos três aparelhos também poderão ser comercializados o Mi Power Bank e a Mi Band. O primeiro é uma linha de baterias com 5 mil MAh, 10 mil MAh e 16 mil MAh, líder nas vendas do segmento na china, segundo a consultoria ComScore. Já o segundo faz parte da linha de pulseiras fitness da companhia, para monitoria de exercícios físicos e notificações como ligações e mensagens do smartphone, avisados para o usuário por meio de vibrações, assim que o wearable é sincronizado com um dispositivo com sistema Android.

Como em todas as suas subsidiárias, a empresa já indicou que vai vender seus dispositivos exclusivamente por meio de uma plataforma online, assim como já faz em localidades como China, Taiwan, Hong Kong, Singapura, Malásia, Indonésia, Filipinas e Índia.