Empresas no Brasil investem muito pouco em inovação

Inovação

Este é um dos resultados do estudo da Qualcomm, o Índice Qualcomm de Inovação da Sociedade (QuISI) 2015, conduzido pela consultoria IDC. Mostra ainda que embora o Brasil faça parte de uma sociedade fortemente conectada às redes sociais e bastante aparelhada com smartphones, na avaliação da IDC, isso não basta para promover o País a uma potência na inovação tecnológica mundial.

A consultoria reitera que o uso de mídias sociais e a alta penetração de smartphones não são suficientes para tornar a sociedade brasileira mais inovadora. “Empresas ainda relutam em oferecer dispositivos que aumentam a produtividade, e o Governo não tira do papel os planos de IoT e mobilidade. Temos muito que evoluir”, alerta Reinaldo Sakis, gerente de Pesquisas e Consultoria da IDC. 

Diante dos registros, Rafael Steinhauser, presidente da Qualcomm Latam, destacou a importância da inovação em um mercado global que caminha para exigir cada vez mais valor agregado aos serviços e produtos. “É a era da economia criativa”, define o executivo, para quem o avanço tecnológico e econômico está estritamente ligado à capacidade de inovação.

É, portanto, um ponto de atenção para 28% das empresas, que, de acordo com a pesquisa, não possuem plano de investimento em inovação em mobilidade para os próximos 12 meses. Atingir novos segmentos por meio da inovação está apenas na 10ª posição no ranking de prioridades.

O levantamento da empresa de tecnologia sem fio Qualcomm teve por objetivo analisar a adoção de novas tecnologias para entender o quanto as pessoas, as empresas e o governo estão preparados para compor uma sociedade tecnologicamente inovadora. Realizado entre setembro e outubro deste ano, o estudo abordou Brasil (Rio de Janeiro e São Paulo), Argentina, Colômbia e México, e foi dividido em três categorias. Pessoas, em que identifica o papel delas como consumidores de tecnologia. Negócios, abordando o consumo e a criação de inovação nas empresas e Governo, em seu papel regulador e incentivador da inovação.

Pouco investimento

Na categoria Negócios, que foca na avaliação da inovação nas empresas, foram abordadas, no total, mais de 600 pessoas no Brasil (Rio de Janeiro e São Paulo), Argentina, Colômbia e México. Sendo realizadas mais de 150 entrevistas por país com tomadores de decisão (CIO,CEO e gerentes).

Nesse levantamento, apenas 27% das organizações possuem uma política de inovação e 30% delas alocam menos de 1% da receita à tecnologia de apoio à inovação.

Comparada à América Latina, que registra 56%, o nível de maturidade da mobilidade das empresas no Brasil é praticamente o mesmo (55%). Em relação à existência de algum plano inovador de investimento para os próximos 12 meses, que envolva a mobilidade, estamos mais uma vez equiparados com a AL, 28% por aqui e 27% na AL.

Para ajudar na comparação com países mais adiantados em inovação, a IDC fez um levantamento baseado em dados de estudos e estatísticas divulgadas para estimar o índice dessas nações. Sendo assim, projetou 74% para os Estados Unidos, 66% para Israel e 65% para a China. Dessa forma, ficou evidenciado que o mercado brasileiro terá de realizar forte esforço para equiparar o seu índice com ao das potências mundiais. Ou, ao menos, chegar perto.

O estudo aponta ainda que 93% das empresas entrevistadas realizaram investimentos em pelo menos uma tecnologia como mobilidade, BYOD, IoT, Big Data ou Cloud Computing.

Apesar de muito divulgado, o levantamento mostra que 28% das empresas estão pouco familiarizadas com o conceito de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) e 13% desconhecem a tecnologia, sinalizando a necessidade de uma evangelização sobre o tema para acelerar o desenvolvimento desse mercado no Brasil. Mas os altos custos de implementação também foram destacados pelos entrevistados como principal inibidor.

Argentina e México em pé de igualdade

Nos diferentes grupos da pesquisa, foram gerados índices de inovação. Pessoas ficou em primeiro com 63%, seguida de Negócios (30%) e de Governo (23%). No balanço dessas categorias, o Índice final de desempenho do Brasil em inovação totalizou 46%. O mesmo índice registrado pela Argentina (46%) e pelo México (46%). A Colômbia ficou um pouco atrás com 40%.

Na categoria Negócios, que foca na avaliação da inovação nas empresas, foram abordadas, no total, mais de 600 pessoas no Brasil (Rio de Janeiro e São Paulo), Argentina, Colômbia e México. Sendo realizadas mais de 150 entrevistas por país com tomadores de decisão (CIO,CEO e gerentes).

Nesse levantamento, apenas 27% das organizações possuem uma política de inovação e 30% delas alocam menos de 1% da receita à tecnologia de apoio à inovação.

Comparada à América Latina, que registra 56%, o nível de maturidade da mobilidade das empresas no Brasil é praticamente o mesmo (55%). Em relação à existência de algum plano inovador de investimento para os próximos 12 meses, que envolva a mobilidade, estamos mais uma vez equiparados com a AL, 28% por aqui e 27% na AL.

A IDC fez um levantamento baseado em dados de estudos e estatísticas divulgadas para estimar o índice em países mais adiantados no tema. Sendo assim, projetou 74% para os estados Unidos, 66% para Israel e 65% para a China.

Dessa forma, foi possível comprara o Brasil com esses países, ao mesmo tempo que evidenciou que o mercado brasileiro terá de realizar forte esforço para equiparar o seu índice com as potencias mundiais. Ou, ao menos, chegar mais perto.

O estudo aponta ainda que 93% das empresas entrevistadas realizaram investimentos em pelo menos uma tecnologia como mobilidade, BYOD, IoT, Big Data ou Cloud Computing.

Apesar de muito divulgado, o levantamento mostra que 28% das empresas estão pouco familiarizadas com o conceito de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) e 13% desconhecem a tecnologia, sinalizando a necessidade de uma evangelização sobre o tema para acelerar o desenvolvimento desse mercado no Brasil. Mas os altos custos de implementação também foram destacados pelos entrevistados como principal inibidor.


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