Pesquisa aponta 2018 como o ano da automação no ambiente de trabalho

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A ServiceNow, empresa que oferece soluções em nuvem usando o modelo de software como serviço, acaba de divulgar os resultados da pesquisa “O estado atual de trabalho: no ponto de ruptura”, que revela que quase metade dos executivos entrevistados vai adotar recursos automatizados até 2018 para lidar com o aumento do volume de trabalho.

A pesquisa entrevistou mais de 1.850 líderes corporativos em sete países para avaliar a carga de trabalho dos líderes organizacionais, o impacto e o uso da automação nos serviços empresariais comuns, bem como conferir as opiniões dos executivos sobre o futuro do trabalho. A pesquisa também avaliou a relação entre níveis de automação organizacional e o desempenho financeiro. Abaixo estão os principais resultados.

O estudo revelou que até 2018, quase metade das empresas (46%) precisará de mais automação para lidar com o volume de tarefas que está sendo gerado, sendo que, em 2020, 86%  das empresas atingirá um ponto de ruptura. Outro questão é que mais de três quartos diz que dados de dispositivos móveis e da Internet das Coisas contribuem para a sobrecarga.

A verdade é que 94% concordam que a automação inteligente pode aumentar a produtividade. Isso inclui inteligência artificial ou machine learning para agilizar a tomada de decisões, para melhorar a velocidade e a precisão dos processos de negócios. A pesquisa apurou que 54% já começou a usar a automação inteligente em um ou mais processos de negócios e que 87% planejam avaliar ou adotar a automação inteligente em breve.

“Em um mundo de casas, carros e comércio cada vez mais inteligentes, o local de trabalho tem sido um obstáculo – mas não por muito tempo”, afirma Dave Wright, diretor de estratégia da ServiceNow. “A mudança para um ambiente corporativo com mais automação está chegando para transformar o trabalho cotidiano”, completa.

Uma das conclusões do relatório é que as empresas altamente automatizadas têm seis vezes mais probabilidade de ter um crescimento de receita acima de 15% em comparação com empresas com baixa automação.

“O retorno financeiro para a automação é um fator que as empresas que não podem ignorar”, enfatiza Wright.

 Em geral, apenas 42% dos processos de negócios são automatizados, o que faz com que líderes empresariais gastem dois dias inteiros ou 16 horas por semana em tarefas administrativas manuais.  O estudo aponta que o suporte de TI é o melhor na eficiência dos processos de negócios, enquanto os Recursos Humanos (RH) são os piores. Especificamente, apenas 37% da entrega dos serviços de RH é automatizada e, no serviço de atendimento ao cliente (SAC), apenas 33%. Ao comparar com os serviços de TI, que são 53% automatizados, existe um grande espaço para melhoria em todos os níveis.

Apesar dos receios dos funcionários,  79% dos executivos acreditam que a automação pode levar à criação de emprego. Os três principais obstáculos para a adoção da automação detetados na pesquisaão são o compromisso com os recursos (orçamento e pessoal) necessários, resistência dos funcionários à mudança e preocupação com a eliminação de empregos

Por outro lado, 48% dos entrevistados afirma que o volume de trabalho aumentou 20% ou mais no último ano, sendo que 91% dos executivos dizem que seus funcionários qualificados gastam muito tempo em tarefas administrativas. Isso demonstra o quanto a automação de processos é necessária. O estudo refere, ainda, que 94%  dos inquiridos dizem que a automação aumentará a demanda por soft skills, ou seja, colaboração, resolução criativa de problemas e comunicação.

“Os funcionários sentem que estão trabalhando um sexto dia por semana. Com processos inteligentes para assumir o trabalho mecânico, a automação vai liberá-los para executarem as funções criativas e inovadoras que desejam”, exemplifica o executivo.

A pesquisa, divulgada durante o Knowledge 17, evento anual da companhia que acontece nesta semana, em Orlando. Para acessar ao estudo completo, clique aqui


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