Opinião | Construindo uma internet mais segura para os jovens

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A internet tornou-se parte fundamental da nossa vida. Ela nos conecta a pessoas do mundo inteiro e permite inúmeras oportunidades devido ao seu grande alcance. Apesar da confiança que depositamos nela, seja para buscar soluções para um problema ou enviar trabalhos de escola ou relatórios do trabalho, a internet não é um espaço 100% seguro. Na verdade, ela é muitas vezes usada com intenções que visam danificar outras pessoas. E com o número de usuários maior a cada ano – 404 milhões de usuários da internet na América Latina e no Caribe em 2017 e mais de 60% são jovens entre 15 e 24 anos – a responsabilidade também aumenta.

Por isso, 6 de fevereiro foi escolhido o Dia da Internet Segura em 2018. Esta é a ocasião perfeita para incentivar todos os usuários da internet, principalmente as novas gerações, a criar um ambiente digital seguro para todos. Porém, isso exige um esforço coletivo para criar e reforçar a conscientização dos usuários. É fundamental conhecer as ameaças e os riscos potenciais e promover uma mudança cultural no uso da internet para construir uma internet mais segura.

Com um volume diário médio de 1,8 bilhão de ataques detectados em um trimestre de 2017, mais do que nunca agora é importante estar ciente sobre as ameaças latentes. Com os avanços tecnológicos, também evoluem as ferramentas de hackers destinadas a roubar informações sensíveis do usuário para obter ganhos pessoais. Algumas medidas podem ajudar a proteger os dados dos usuários e melhorar suas defesas contra violações.

Faxina diária

Estar familiarizado com práticas seguras é apenas metade da batalha. A implementação dessas práticas é o que vai, de fato, evitar violações de dados, ataques de ransomware e outras ameaças maliciosos resultantes do uso da internet. Veja abaixo algumas práticas comuns que podem ajudar a prevenir ciberataques:

  1. Atualização do navegador de internet, dos dispositivos e software
    É desagradável parar o que você está fazendo para instalar uma nova atualização de software, mas esses 5 a 10 minutos da instalação podem evitar horas de trabalho perdido, sem contar o estresse de perder dados pessoais e o tempo para cancelar cartões de crédito e obter novos documentos pessoais. É essencial manter todos os navegadores, dispositivos e software atualizados para obter uma experiência de internet saudável.
  2. Atenção especial aos e-mails

Os anexos de e-mail continuam entre os métodos mais comuns de ataque; atraindo os usuários a fazer, sem querer, o download de malware malicioso. Uma regra básica é abrir anexos somente de pessoas que você conhece, ou de quem você solicitou informações e que pareçam legítimas.

  1. Força da senha

Já aprendemos a usar mais do que nosso sobrenome ou aniversário nas senhas. Porém, uma boa senha não leva em conta somente sua força. O hábito de mudar as senhas a cada dois meses e não usar sempre a mesma senha contribui para proteger suas informações pessoais. Os gerenciadores de senhas criptografadas podem ajudar a coordenar todas elas.

Além disso, a autenticação de dois fatores não permite aos hackers o acesso à sua conta de e-mail ou conta bancária, mesmo que consigam roubar sua senha. A autenticação de dois fatores exige tentativas individuais de acesso e a digitação de um código de segurança enviado ao telefone do usuário.

  1. Práticas de uso das redes sociais
    As redes sociais estão cada vez mais incorporadas à nossa rotina. Dados estatísticos mostram que o uso médio diário das redes sociais aumentou para 135 minutos por dia em escala global. As gerações mais jovens usam as redes sociais com mais frequência; e as pesquisas mostram que os adolescentes gastam em média um terço do seu dia nas redes sociais. Práticas seguras contribuem para um ambiente mais seguro, como limitação de informações pessoais, uso de configurações de privacidade em jogos e aplicativos de redes sociais, filtro regular de solicitações de amizade e atenção ao fornecer informações de cartão de crédito em compras de jogos.

Expansão da conectividade
A conexão de internet não está mais limitada ao seu smartphone ou notebook; agora temos carros inteligentes, TVs inteligentes, sistemas de entretenimentos e até mesmo aquecedor e ar condicionado controlados por Wi-Fi. Em uma era de hiperconexão, onde cada homem, mulher e criança do planeta deve ter 4,3 dispositivos conectados à internet até 2020, é importante saber onde você está se conectando, quais informações estão sendo compartilhadas e com quem essas informações estão sendo compartilhadas para garantir o uso seguro da internet.

A Internet das Coisas (IoT) e os ambientes na nuvem abriram um mundo de possibilidades, mas também trazem riscos. Nunca foi tão fundamental aumentar a conscientização entre os jovens usuários de internet e incentivar a educação desde cedo sobre o uso adequado.

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