União Europeia planeja novos impostos para tecnológicas

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A União Europeia quer taxar as receitas das grandes tecnológicas com base em onde os usuários estão localizados, mostra um novo documento da Comissão.

A União Europeia quer taxar as receitas das grandes tecnológicas com base em onde os usuários estão localizados e não onde estão com sede em uma taxa comum entre 1 e 5 por cento.

Essa proposta, que foi vista pela Reuters, tem como objetivo aumentar a conta de impostos de empresas como a Amazon, a Google e o Facebook que estão sendo acusados por países da União Europeia (UE) de pagar muito pouco por reencaminhar seus lucros europeus para países com baixas taxas, como é o caso do Luxemburgo e a Irlanda.

O plano se assemelha a uma proposta apresentada pela França sobre um imposto de compensação que foi apoiado por vários estados da UE. No entanto, é provável que enfrente a oposição de países pequenos que temem tornar-se menos atraentes para empresas multinacionais.

O documento diz que o imposto deve ser aplicado a empresas com receitas acima de 750 milhões de euros em todo o mundo e com receitas digitais da UE de pelo menos 10 milhões de euros por ano.

As empresas que vendem anúncios online direcionados para o usuário, como a Google, ou fornecendo espaço de propaganda na internet, como Facebook, Twitter ou Instagram, estarão sujeitas ao imposto. Já os mercados digitais, como a Amazon e gigantes da economia, como a Airbnb e a Uber, também se enquadram no escopo do projeto de proposta, disse a Comissão. A mídia online, serviços de transmissão como Netflix, jogos online, computação em cloud ou serviços de TI estariam isentos do imposto.

A proposta está sujeita a alterações antes da sua publicação, que é esperada na segunda quinzena de março.


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