Investidores, legisladores e anunciantes pressionam o Facebook

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O pedido de desculpas do CEO do Facebook pouco fizeram para aliviar as preocupações dos investidores sobre o custo de consertar os erros.

O pedido de desculpas do CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, por como sua empresa lidou com dados de 50 milhões de usuários, pouco fizeram para aliviar as preocupações dos investidores sobre o custo de consertar os erros e consternação dos legisladores de que sua resposta não foi longe o suficiente.

O segundo maior banco da Alemanha, o Commerzbank AG, suspendeu a publicidade no Facebook até segunda-feira, informou o jornal alemão Handelsblatt, seguindo os passos da Mozilla, que gerencia o navegador Firefox.

Alegações de que a consultoria política Cambridge Analytica acessou indevidamente dados para construir perfis sobre os eleitores americanos e influenciou a eleição presidencial de 2016 bateu mais de US$ 50 bilhões do valor de mercado do Facebook nesta semana.

Cinco dias após o escândalo, Zuckerberg pediu desculpas por ter cometido erros e prometeu restringir o acesso dos desenvolvedores às informações do usuário como parte de um plano para melhorar a proteção da privacidade.

Na quinta-feira, os executivos do Facebook ainda estavam pedindo desculpas. “Foi um erro”, disse Campbell Brown, chefe de parcerias de notícias do Facebook, no The Financial Times FT Future of News Conference, em Nova York.

A desculpa e as promessas de Zuckerberg não foram suficientes para aliviar a pressão política sobre a maior empresa de mídia social do mundo. “Não deveria ser uma empresa decidir qual é o equilíbrio adequado entre privacidade e inovação e uso de dados. Essas regras devem ser estabelecidas pela sociedade como um todo e, portanto, pelo parlamento”, disse o ministro britânico de Digital, Cultura, Mídia e Esporte, Matt Hancock, à BBC Radio. “As grandes empresas de tecnologia precisam obedecer a lei e estamos fortalecendo a lei.”

Em Washington, as rodadas de mídia de Zuckerberg fizeram pouco para satisfazer os legisladores de qualquer partido político que exigiram nesta semana que o bilionário testemunhe perante o Congresso.

Espera-se que executivos do Facebook informem dois comitês do Congresso nesta quinta-feira, depois de serem interrogados por quase duas horas pela equipe do Comitê de Energia e Comércio da Câmara na quarta-feira.

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