Toshiba mais perto de IPO de unidade

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A japonesa Toshiba espera pela aprovação antitruste na China para vender seu estimado negócio de chips de memória de US$ 18 bilhões até o final de março.

A japonesa Toshiba espera pela aprovação antitruste na China para vender seu estimado negócio de chips de memória de US$ 18 bilhões até o final de março, levantando a possibilidade de perder o prazo e buscar alternativas como a abertura de capital.

O conglomerado concordou no ano passado em vender o segundo maior produtor mundial de chips de memória flash NAND a um consórcio liderado pela empresa Bain Capital para fechar um enorme buraco financeiro deixado pela falência de sua unidade nuclear norte-americana.

A empresa tem como objetivo concluir a venda até 31 de março, o final do seu ano comercial. A companhia disse em setembro que precisaria de aprovação das autoridades antimonopólio até 23 de março para cumprir esse prazo.

A Toshiba não enfrenta mais insolvência imediata ou fechamento de capital, mesmo que não cumpra o prazo final de março para a venda, já que levantou fundos de uma emissão de ações no final do ano passado. Mas o acordo ainda é fundamental para seu plano de recuperação de um escândalo contábil de US$ 1,3 bilhão e uma crise no setor de energia nuclear.

Uma fonte informada sobre o assunto disse que a chance de finalizar a venda no final de março é pequena, já que a China ainda não deu sua aprovação antitruste. Outra fonte com conhecimento direto do assunto disse que a aprovação antitruste deve ocorrer no início desta semana.

Faltando o prazo final de março para a venda da unidade de chips para o consórcio Bain, a Toshiba tem a opção de ir embora sem penalidades, disseram pessoas informadas sobre o assunto.

Essas pessoas disseram que a Toshiba poderia ouvir os acionistas que se opõem à venda, dizendo que o preço de 18 bilhões de dólares subestima o negócio. A Argyle Street Management, com sede em Hong Kong, um fundo com US $ 1,2 bilhão sob administração, disse que o conselho deve considerar uma oferta pública inicial da unidade em causa.