Déficits de competências causarão 75% das rupturas de negócios

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Dois terços das organizações não está adequadamente abordando os déficits de competências de I&O que impedirão suas iniciativas de negócios digitais.

O Gartner alerta que dois terços das organizações não está adequadamente abordando os déficits de competências de Infraestrutura e Operações (I&O) que impedirão suas iniciativas de negócios digitais. As organizações que usam I&O com sucesso precisarão implementar papéis e tecnologias amplamente diferentes durante os próximos cinco anos.

O Garner prevê que, até 2019, contratações de especialistas técnicos de TI reduzirão em mais de 5%. Além disso, até 2021, 40% da equipe de TI desempenhará papéis múltiplos, cuja maioria estará relacionada a negócios, mais do que à tecnologia. Análises e tendências sobre inovações tecnológicas serão discutidos durante a Conferência Gartner de Infraestrutura, Operações de TI e Data Center 2018, que ocorre nos dias 03 e 04 de abril, no WTC Sheraton Hotel, em São Paulo.

“O que tornou líderes de I&O bem-sucedidos no passado não é o que os tornará prósperos no futuro”, afirma Hank Marquis, Diretor de Pesquisas do Gartner. “Ao invés de focar em ‘o que’ geram os trabalhos de I&O, tais como conhecimento, educação e treinamento técnico, os líderes de I&O precisam mudar seu foco para ‘como’, analisando as competências comportamentais necessárias”, diz.

De acordo com o analista do Gartner, as organizações de operações de TI são forçadas a redefinir seus papéis e proporções de valor dos fornecedores de tecnologia, para se tornarem consultores confiáveis e parceiros de negócios diferenciados. “O desafio é que a maioria dos profissionais de I&O ainda não possuem os conjuntos de competência amplos que as organizações precisarão deles”.

O Gartner prevê que, até 2020, 75% das organizações vão enfrentar rupturas visíveis de negócios devido aos déficits de competências de I&O, que representam um aumento comparado com os 20% registrados em 2016. Devido à falta de destreza digital para contratar, os líderes de I&O precisam começar a desenvolver essas habilidades com o talento que já possuem. A maioria das empresas não possui um inventário preciso das competências disponíveis de sua mão-de-obra de TI atual, então esse deve ser o primeiro passo.

“Universidades de negócios corporativos digitais eventualmente vão surgir para fechar esse déficit de competências. Carreiras baseadas em experiência com monitoria formal dentro de I&O vão se tornar padrão para desenvolvimento individual”, explica Marquis. “Enquanto isso, líderes de I&O devem trabalhar lado a lado com o RH para mudar de desenvolvimento com base em posição, desenvolver uma análise de déficit de capacidades táticas, e utilizar ferramentas e métodos para aperfeiçoar as competências de I&O internas”.

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