O impacto do open banking para o mercado financeiro

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Como peças de dominó que caem uma a uma quando enfileiradas, instituições financeiras de todo o mundo declararam falência em 2008, arrastando a economia para uma grave crise global.

Dez anos depois, os mercados conseguiram se reinventar e, graças ao avanço tecnológico, bancos, corretoras e seguradoras têm buscado novos modelos de negócios a partir da integração de suas funcionalidades a plataformas digitais. Chamada de open banking, essa tendência vem ganhando tração com a abordagem das APIs (Applications Programming Interface), um conjunto de micros serviços que proporcionam a criação de jornadas em um ecossistema digital.

O termo API nos leva automaticamente a pensar em integração entre aplicações em seu nível mais técnico possível. Entretanto, atualmente, não é mais uma questão técnica. Elas são o centro do que podemos chamar “API Economy” ou “Economia das APIs”, que faz referência a todo novo modelo de negócio gerado por meio do compartilhamento, integração e valoração de dados em um ecossistema digital que respeita a segurança da informação e as regulações vigentes. Portanto, é um modelo que rompe fronteiras e permite que os clientes finais tenham jornadas digitais positivas e únicas.

Não à toa, 87% dos bancos planejam investir em APIs abertas e 73% estavam dispostos a abrir suas APIs para desenvolvedores terceiros, de acordo com a pesquisa “2018 Global Payments Insight Survey: Retail Banking”, da ACI Worldwide e da Ovum. É nesse sentido que bancos tradicionais estão incubando fintechs, incentivando a polinização cruzada de ideias e integrando serviços para criar novas proposições.

Isso leva a crer que haverá uma verdadeira transformação no cenário competitivo com os bancos disponíveis em qualquer lugar, em qualquer dispositivo e em qualquer momento – conceito conhecido como Seamless Banking. Nesse sentido, abrir as portas para uma verdadeira transformação digital é a receita para que os bancos não fechem as portas na próxima década.