Startup brasileira transforma câmeras em aparelhos inteligentes

NegóciosSoftwareStartup

Camerite une software em nuvem e inteligência artificial para levar segurança de uma maneira acessível para as cidades.

São lâmpadas que acendem sozinhas, geladeiras que aprendem a rotina do usuário para economizar energia e carros autônomos são só alguns exemplos de onde a inteligência das coisas pode chegar. Pensando no setor de segurança, a Camerite, desenvolve uma plataforma que adiciona inteligência a câmeras comuns de monitoramento que possuem o protocolo de transmissão em tempo real (RTSP),  levando a tecnologia para a casa dos usuários de uma forma acessível.

A startup presente em todos os estados e na América Latina, programa um software em nuvem que permite a gravação e o monitoramento de imagens de segurança. Com a adoção de inteligência artificial na plataforma, ela permite a leitura de placas e o cruzamento desses dados com uma tabela de informações (que podem ser de carros roubados ou de veículos de moradores de um condomínio, por exemplo); a identificação de pessoas por características como cor da roupa, barba, uso de capacetes ou óculos; e o mapeamento de comportamentos fora do comum em áreas pré determinadas — como uma pessoa pulando um muro.

As imagens capturadas pela plataforma podem ser acessadas 24h, ao vivo ou por meio de uma linha do tempo de até 30 dias.  Elas ainda podem ser compartilhadas com vizinhos, para aumentar o monitoramento do bairro ou com agentes da prefeitura, para melhorar a segurança das cidades.

Por meio da linha do tempo, é possível criar filtros e identificar quando as ações aconteceram. Por exemplo: é possível reconhecer, ao longo de um período de tempo determinado, quando uma moto verde passou pelo perímetro que a câmera alcança. Cristian Aquino, CEO da Camerite, destaca que as câmeras inteligentes contribuem para a segurança além dos limites das residências. “A maioria das pessoas investem em segurança dentro de casa, mas é da rua que o perigo vem. Com um maior monitoramento de espaços públicos, seja por meio da prefeitura ou da vizinhança unida, as ocorrências podem ser premeditadas ou, no caso de já terem acontecido, os suspeitos são localizados de forma mais rápida”, explica Aquino.

Segurança via wi-fi — Diferente do antigo modelo de monitoramento por meio de DVRs — equipamentos que são como mini centrais de monitoramento e que demandam uma estrutura de cabos para funcionar —, com a plataforma em nuvem, o usuário necessita apenas de uma câmera com o protocolo compatível com a plataforma e conectada à internet para ter acesso às imagens e para transformar o seu antigo equipamento em um mecanismo inteligente de monitoramento.

 

Read also :