R&M investe no mercado brasileiro e quer implementar novos processos de produção

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Paulo Campos, managing director Latin América da R&M, empresa suíça fornecedora de sistemas de cabeamento para infraestrutura de rede com presença no Brasil, esteve à conversa com a B!T Magazine e falou sobre os projetos, apostas e expectativas da empresa para 2019.

Como classificam o atual estado do sector?

O setor de telecomunicações em especial o desenvolvimento das infraestruturas de fibra óptica continua muito ativo, com o aumento do investimento das grandes operadoras, mas sobretudo pela aposta os provedores de internet em todo o pais. A infraestrutura em fibra ótica continua a ser muito limitada e necessita investimentos.

Como decorreu 2018? Esteve à altura das vossas expectativas?

2018 excedeu as nossas expectativas dado que conseguimos atingir e superar os objetivos que nos propusemos Foi um ano excelente para a R&M em termos de posicionamento no mercado, aumentámos o numero de clientes, aumentamos a nossa capacidade produtiva e estabelecemos as bases necessárias para aumentar o nosso investimento no mercado brasileiro. Um passo importante para a nossa empresa foi a atribuição da Certificação ISO14000, fazendo que a empresa seja uma das poucas empresas do setor presentes no pais com este tipo de certificação.

Como está a decorrer o primeiro trimestre de 2019?

O primeiro trimestre foi bastante positivo, atingimos um crescimento com relação ao mesmo período do ano passado, e novamente aumentámos a nossa capacidade de produção local dado o aumento da demanda.

Quais os grandes desafios que esperam encontrar no resto do ano?

Os grandes desafios passam sobretudo pela maior pressão de preços e aumento da competitividade. A R&M investiu no mercado brasileiro e procuramos implementar novos processos de produção que permitem manter e ou aumentar a qualidade dos nossos produtos. Infelizmente muitas empresas no mercado não veem valor acrescentado num produto diferenciado e tem como principal objetivo comprar ao menor preço possível. Uma redução no CAPEX muitas vezes implica um aumento do OPEX, e procuramos sempre com os nossos clientes transmitir os valores das nossas soluções a longo prazo.

Está previsto o lançamento de novos produtos para 2019?

Sim temos previsto o lançamento de vários produtos, já neste trimestre lançamos no mercado o novo sistema de ODF PRIME, em que pela primeira vez o mercado vai ter a possibilidade de ter 192 fibras ópticas com conector SC em apenas 3U de rack, contra as atuais 4 ou 5 dos modelos existentes no mercado. Relançamos também um DGO 19” de 3U com módulos Eurocard, que faz com que as soluções possam ser mais compatível entre fabricantes, algo que é importante para os clientes dado que passam a ter mais opções.

Estão previstos outros lançamentos, como seja a solução de categoria 8 para cabeamento, um novo DIO de 144 Fibras para Datacenter, um novo conector de campo. Será seguramente um ano muito ativo.

Qual o produto que mais tem contribuído para o volume de negócios?

Mais que um produto especifico, as nossas vendas estão distribuídas em três segmentos de mercado: cabeamento estruturado, datacenters e soluções FTTX. Dada a situação do setor, as soluções de FTTX são sem duvida responsáveis por mais de 50% do nosso faturamento.

Qual o sector que  particularmente mais vos desafia?

Por um lado, o segmento de Datacenters, em que devido às novas tendências e indecisão de muitos clientes na hora de decidir o seu modelo de Datacenter (próprio, colocation, etc) o mercado não tem estado muito ativo. A R&M tem muitos produtos preparados para cada situação, mas é fundamental que os próprios clientes decidam avançar.

Já o segmento das redes de FTTX, comentado anteriormente, apesar de em grande crescimento, está cada vez mais competitivo, um mercado em que a rapidez de instalar a rede se sobrepõe a ter uma rede de qualidade.

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