Goldman prevê queda de 36% nas vendas de iPhone

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O Goldman Sachs afirmou nesta sexta-feira que espera uma queda de 36% nas vendas de iPhones durante o atual trimestre por causa da pandemia de coronavírus e cortou a recomendação para as ações da Apple para “vender”, relata a Reuters.

As ações da Apple caíam 2% nesta sexta-feira às 14h16 (horário de Brasília) ante alta de 1,75% do S&P 500.

Analistas do Goldman também reduziram preço-alvo da ação da Apple em 7%, segundo relatório que traz a previsão de vendas de iPhones no atual trimestre que se encerra em junho e que corresponde ao terceiro trimestre fiscal para a companhia.

O Goldman citou que o preço médio de venda de aparelhos eletrônicos de consumo provavelmente vai cair durante a esperada recessão que será disparada pela pandemia.

Não assumimos que esta recessão fará a Apple perder usuários em relação à base instalada. Apenas assumimos que os atuais usuários vão manter seus aparelhos por mais tempo antes de trocá-los por versões mais novas e que escolherão modelos mais baratos da Apple quando forem comprar novos”, disseram os analistas do Goldman Sachs no relatório.

Peter Tuz, presidente do Chase Investment Counsel, que detém ações da Apple na carteira, afirmou esperar queda significativa nas vendas de iPhones, mas 36% parece ser “extremo”.

“Eu considero parte disso como uma demanda retardada…Acho que parte (dos consumidores) vai voltar em trimestres melhores”, disse Tuz.

Uma recomendação do Goldman para “venda” é relativamente rara. Das ações no universo de cobertura global do banco de investimento, 15% possuem recomendações de venda e 46% possuem indicações de compra e 39% se referem a manutenção.

Dos 40 analistas que acompanham a Apple, 30 têm recomendação de compra das ações da empresa, 7 indicam manutenção e 3 dizem que o melhor é vender, segundo dados da Refinitiv.

A Apple lançou nesta semana uma versão do iPhone com preço de 399 dólares, reduzindo o preço inicial da linha para ampliar o público potencial a ser atingido pelo aparelho.

O Goldman disse não esperar que a Apple lance novos iPhones até o início de novembro, uma vez que as limitações de viagens impostas por medidas de quarentena restringem a movimentação de engenheiros da empresa que acompanham o processo de produção.

Desde que o índice S&P 500 atingiu recorde em 19 de fevereiro, as ações da Apple acumulam queda de cerca de 13% ante declínio de 16% do indicador.

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