Cleantechs: o mercado do futuro em forma de “startups verdes”

Inovação

As “startups verdes”, ou cleanteachs, prometem eliminar o impacto ecológico negativo, aliando negócios à sustentabilidade.

Aliar negócios à sustentabilidade: este é o grande objetivo das cleantechs que já têm um papel importante na mudança do nosso jeito de produzir e consumir. Mas espera-se que venham a ter um papel ainda mais importante. Aliás, diz-se mesmo que as cleantechs são o mercado do futuro. Senão, vejamos: a ideia de que a única função de uma empresa seja vender ficou totalmente no passado – hoje, deve estar embutido em seu propósito uma função social, deixando clara a preocupação com a comunidade e com o meio ambiente. É para virar o jogo que se desenha – de um mundo literalmente se deteriorando – que iniciativas como as cleantechs se sobressaem.

Também chamadas de “startups verdes”, as cleantechs ganham uma maior relevância já que cuidam, sobretudo, da sustentabilidade na sociedade, utilizando a inovação como alicerce para melhorar o desempenho dos negócios, principalmente reduzindo desperdícios e custos.

Assim, seu objetivo é justamente criar a sintonia entre o crescimento do mercado e a eliminação do impacto ecológico negativo.

Crescimento calculado

Todo este “novo” ecossistema pressupõe um crescimento calculado: conforme dados do Smart Prosperity Institute, em 2022, essa indústria deverá movimentar aproximadamente US$ 2,5 trilhões. Agricultura, Ar & Meio Ambiente, Água, Armazenamento de Energia, Eficiência, Energia Limpa, Indústria Limpa e Transporte são os oito grandes nichos nos quais as cleantechs atuam, que se subdividem em outras subcategorias, e que desembocam em uma visão de futuro de um mundo mais sustentável, de acordo com a Kachan, uma consultoria e publicação focada no setor. Para esta consultora, cleantech “representa uma gama diversificada de produtos, serviços e processos, todos destinados a fornecer desempenho superior a custos mais baixos, enquanto reduz ou elimina o impacto ecológico negativo, ao mesmo tempo que faz uso mais eficiente e responsável dos recursos naturais”.

Se tomarmos atenção, facilmente percebemos que tudo isso desemboca no que chamamos de smart cities – as tão afamadas cidades inteligentes que, na sua projeção perfeita, utilizariam dispositivos conectados para monitorar e gerenciar todos os seus espaços públicos.

Por exemplo, existem modernos sistemas de videomonitoramento que possibilitam acompanhar o fluxo de veículos e ter uma atuação mais rápida em casos de acidentes e de crimes. Assim, a população passa a contar com serviços de segurança pública de melhor qualidade.

De acordo com o Cities in Motion Index, da IESE, existem nove variáveis consideradas para indicar o nível de inteligência de uma cidade, nomeadamente capital humano, coesão social, economia, meio ambiente, governança, planejamento urbano, alcance internacional, tecnologia e mobilidade e transporte.

Londres é um ótimo exemplo em mobilidade urbana; Nova Iorque se destaca no quesito planejamento urbano; Amsterdã tem um exímio alcance internacional; e outras cidades que podem ser citadas como exemplo são Paris, Reykjavik e Tóquio.

Realidade no Brasil

No Brasil, podemos citar São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Salvador e Belo Horizonte. Para exemplificar, vejamos Curitiba: desde 2014, a cidade tem uma frota de Ecoelétricos – um veículo de baixo impacto ambiental, projetado para reduzir a emissão de gases nocivos ao clima – e com isso, poupou 12.264 kg de gás carbônico, imensamente prejudiciais à atmosfera.

Outro destaque é Salvador, que investe em tecnologias como semáforos inteligentes, sensores de encostas, pluviômetros automáticos, estações de monitoramento de qualidade do ar e smart grids (redes elétricas inteligentes).

O infográfico disponibilizado no blog do site de roleta online  da Betway Cassino é bastante claro no sentido em que expõe que 91% das startups brasileira estão concentradas no eixo Sul-Sudeste, sendo o Estado de São Paulo a concentrar o maior número de startups de cleantech.