Kaspersky olha para novas táticas de ransomware

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Empresa registrou um aumento de 700% nas campanhas direcionadas e detalha a evolução de alguns grupos.

O ransomware se tornou um grande desafio para as organizações.

E, embora não seja a ameaça mais avançada do ponto de vista técnico, ainda não está claro o que as organizações devem fazer para se proteger dela.

As campanhas já chegaran a ser massivas, mas hoje elas visam empresas e órgãos públicos selecionados e previamente escolhem os alvos na intenção de obter uma chance maior de sucesso nos ataques.

Para ajudar a entender como o ecossistema de ransomware opera e como combatê-lo, os pesquisadores da Kaspersky se infiltraram em fóruns da darknet e analisaram a atuação de grupos como o REvil, Babuk e DarkSide para identificar suas táticas.

Ao contrário do que muitos acreditavam, estes ataques não são realizados por gangues e, na verdade, o atual ecossistema do ransomware se profissionalizou e é composto por muitos participantes.

Um relatório da Kaspersky destaca que, entre 2019 e 2020, a quantidade de clientes que tiveram uma tentativa de ataques de ransomware direcionado aumentou 767%.

Quanto maior o tamanho da empresa, mais frequente é a tentativa de ataque, já que esta operação é sofisticada e pede um pagamento maior para o resgate.

Entre os setores mais visados neste campo estão o industrial, as agências governamentais e organizações de saúde.

Por seu lado, a Kaspersky notou também uma queda de 29% no número total de usuários afetados pelas demais famílias de ransomware.

Apesar deste declínio, existe ainda um ataques popular: o WannaCry, que ainda está em circulação e representa 16% das deteções realizadas em 2020 sendo ele o trojan responsável pela maior epidemia de ransomware, que aconteceu em maio de 2017, e que causou um prejuízo de pelo menos US$ 4 bilhões em 150 países.

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