Equipes de cibersegurança estão emocionalmente sobrecarregadas

Segurança

Estudo da Trend Micro revela o custo humano dos Centros de Operações de Segurança de baixa potência.

A Trend Micro divulgou resultados de um novo estudo que diz que as equipes dos Centros Operacionais de Segurança (SOC – Security Operations Center) e Tecnologia da Informação estão sofrendo altos níveis de estresse fora do dia de trabalho – e o principal culpado é o excesso de alertas.

De acordo com o estudo, que ouviu 2.303 tomadores de decisão de TI e SOC em empresas de diferentes portes e segmentos, 70% dos entrevistados são impactados emocionalmente no trabalho em função do gerenciamento de alertas de ameaças de TI.

Isso ocorre porque a maioria (51%) sente que a equipe está sobrecarregada com o volume de alertas e 55% admitem que não têm confiança total em sua capacidade de priorizá-los e respondê-los.

Não é à toa, portanto, “que as equipes gastam até 27% do seu tempo lidando com falsos positivos”, diz o estudo.

Esses dados são endossados pelo recente estudo da Forrester, que descobriu que “as equipes de segurança têm pessoal insuficiente para responder a incidentes, mesmo quando enfrentam um aumento no número de ataques”.

Assim sendo, “os Centros de Operações de Segurança precisam de um método mais eficaz de deteção e resposta; portanto, o XDR adota uma abordagem radicalmente diferente de outras ferramentas no mercado hoje.”

Fora do horário de expediente, os altos volumes de alertas deixam muitos gerentes de SOC incapazes de desligar ou relaxar, e irritáveis com amigos e familiares.

A Trend Micro recorda ainda que, já no trabalho, “fazem com que os indivíduos desliguem os alertas (43% fazem isso ocasionalmente ou com frequência), se afastem do computador (43%), espere a intervenção de outro membro da equipe (50%) ou ignore inteiramente o que está chegando(40%).

“Estamos acostumados à segurança cibernética sendo descrita em termos de pessoas, processos e tecnologia”, destaca a pesquisadora de cibersegurança e autora do levantamento, Victoria Baines.

“Muitas vezes, porém, as pessoas são retratadas como uma vulnerabilidade e não como um ativo, e as defesas técnicas são priorizadas sobre a resiliência humana. Está na hora de renovar os investimentos em nossos ativos de segurança humana”, disse ainda.

Com 74% dos entrevistados já lidando algum tipo de violação ou esperando uma dentro de um ano, e custo médio estimado de US$ 235 mil por violação, as consequências de tais ações “podem ser desastrosas”.

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