Anatel e UnB assinam TED para estudos em OpenRAN

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Estudos buscam avaliar novas tecnologias de RAN abertas que visam proporcionar maior flexibilidade e eficiência de custos para infraestrutura de telecomunicações.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Fundação Universidade de Brasília (UnB) assinaram um Termo de Execução Descentralizada (TED) para a realização de estudos sobre a implementação da arquitetura OpenRAN no Brasil.

Trata-se do primeiro acordo desse tipo viabilizado pelo Centro de Altos Estudos em Telecomunicações da Anatel (Ceatel). Os resultados deverão ser apresentados até novembro de 2023.

OpenRAN é um conceito de Rede de Acesso Via Rádio (RAN, do inglês Radio Access Network) aberta, inteligente, virtual e interoperável, com hardwares com padrão pré-estabelecido de interconexão e softwares de fonte aberta. Assim, módulos de diferentes fornecedores podem ser combinados devido à interface aberta e em nuvem.

Por meio do TED, será executado Projeto de Pesquisa sobre Tecnologias Disruptivas, Impactos Econômicos e Adequação do Modelo Regulatório com a Implementação da arquitetura OpenRAN no Ecossistema de Telecomunicações Brasileiro (OpenRAN Brasil), como possibilidade de viabilizar maior flexibilidade e eficiência de custos para infraestrutura de telecomunicações, em especial no contexto do 5G.

Os resultados desses estudos darão suporte à atuação da Anatel em relação aos avanços tecnológicos, aos impactos na economia e à avaliação sobre a adequação dos modelos de arquitetura com tecnologias de software aberto.

De acordo com o Plano de Trabalho, o projeto está dividido em três eixos – tecnológico, econômico e desenvolvimento de capital humano e regulatório.

As discussões no âmbito do Grupo de Trabalho OpenRAN – criado pela Anatel em março deste ano e coordenado pela Superintendência de Outorga e Recursos à Prestação (SOR) com ampla participação social – já resultaram em um primeiro produto, um relatório de acompanhamento e avaliação do OpenRAN.

A conclusão inicial é que o modelo para redes abertas é de fato promissor, ainda que incipiente nas redes comerciais, sendo os avanços na interoperabilidade ainda o maior desafio.

Os estudos a serem desenvolvidos pela UnB se somarão a esta primeira etapa, com uma avaliação sob a óptica da Academia, de forma a fornecer insumos à Anatel para atuar em seus novos desafios.

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