A Meta abriu uma nova frente para transformar sua tecnologia de inteligência artificial em produtos corporativos.
A empresa anunciou a Meta Enterprise Platform, divisão que levará ferramentas como Muse, Meta Business Agent, Muse API e Muse Code a empresas e desenvolvedores.
Para comandar a operação, Mark Zuckerberg contratou Chirantan “CJ” Desai, então CEO e presidente da MongoDB.
Desai, nesse contexto, assume o cargo de Chief Enterprise Platform Officer e se reportará diretamente ao CEO da Meta.
Meta quer transformar Muse em plataforma de trabalho
O movimento amplia o alcance do Muse, lançado inicialmente como agente pessoal capaz de executar tarefas como enviar e-mails, organizar projetos e reservar viagens.
Agora, a Meta pretende empacotar essa tecnologia para uso empresarial, com ferramentas que empresas possam integrar aos próprios fluxos.
Desse modo, a companhia cita quatro peças centrais nessa primeira etapa:
- Muse: agente de IA que executa tarefas em nome do usuário;
- Meta Business Agent: agente voltado a operações e atendimento de negócios;
- Muse API: interface para desenvolvedores conectarem o agente a outros sistemas;
- Muse Code: ferramenta de IA direcionada a programação e desenvolvimento.
Contratação do CEO da MongoDB mostra ambição no mercado corporativo
Desai chega à Meta com experiência em software empresarial, infraestrutura e segurança. Antes da MongoDB, passou pela Cloudflare e ocupou cargos de liderança na ServiceNow, incluindo presidente e COO.
A contratação, ao mesmo tempo, provocou uma troca inesperada na MongoDB. Dev Ittycheria, ex-CEO da companhia, voltou ao cargo de forma interina após a saída de Desai.
As ações da empresa de banco de dados chegaram a cair mais de 17% logo após o anúncio, segundo a imprensa financeira.
Meta ainda não detalha preço nem lançamento no Brasil
A Meta, porém, não informou preços, planos ou uma data específica para disponibilizar a Enterprise Platform. Além disso, não confirmou uma estreia separada no Brasil.
Isso importa porque o Muse para consumidores começou sua distribuição nos Estados Unidos, apesar de a Meta já publicar informações sobre o produto em português.
Na prática, a nova divisão coloca a Meta em uma disputa mais direta pelo orçamento de empresas que já compram serviços de IA de OpenAI, Microsoft, Google e Anthropic.
A vantagem que a Meta tenta explorar é reunir modelos, agentes, infraestrutura e sua relação com milhões de anunciantes e negócios em uma única plataforma.
O próximo passo será mostrar como a Meta venderá essas ferramentas, quais integrações oferecerá e se levará a plataforma para outros mercados além dos Estados Unidos.
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