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Satélite espião Russo foi visto do Brasil após entrada na atmosfera

Um antigo satélite espião russo reentrou na atmosfera da Terra na noite da segunda-feira (3) e foi visto sobre a região Sul do Brasil. Segundo relatos de internautas, uma bola de fogo cruzou lentamente o céu do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, parecendo se despedaçar.

Imagem: iStockphoto

Antigo satélite espião russo cai mas “não precisam se preocupar”

Todo objeto humano lançado ao espaço acaba se degradando. A reentrada do Cosmos 1437 já estava prevista para estes dias, só não sabíamos o local e horário exatos em que aconteceria. Uma das previsões era justamente sobre o Sul do Brasil, que acabou se concretizando.

Disse o astrônomo-coordenador da Exoss, Marcelo De Cicco.

A queda, que aconteceu por volta das 21h, foi flagrada pelas câmeras â da Bramon (Rede Brasileira de Observação de Meteoros), da Exoss (outro projeto colaborativo de astronomia) e do Clima ao Vivo (de monitoramento meteorológico), além de diversos moradores das regiões.

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O Cosmos 1437, como o satélite é chamado, orbitou nosso planeta por quase 40 anos, sendo utilizado pela força de inteligência militar soviética na década de 80. O satélite era considerado lixo espacial, passando décadas sem ser utilizado, e cálculos mostravam que sua trajetória já vinha se deteriorando a muito tempo. Sua entrada na atmosfera já tinha sido prevista e estava sendo acompanhada de perto.

Moradores da região Sul compartilharam o momento nas redes sociais.

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Segundo os especialistas não havia motivo para pânico já que reentrada de lixo espacial são, geralmente, de baixa velocidade – já que é uma queda livre – e se desintegram antes de atingir o solo.

A fragmentação visível é algo raro para um meteoro, mas comum na reentrada de lixo espacial.

Explica De Cicco.

A reentrada do Cosmos 1437 não representou qualquer risco para a população já que uma parte grande do seu material foi vaporizado durante sua viagem atmosfera adentro.

É raríssimo algum pedacinho de satélite cair em solo.

Garante outro especialista.

Há o risco de peças mais maciças e resistentes caírem em solo, mas segundo os especialistas qualquer destroço que tenha restado provavelmente caiu no mar após cruzarem o Sul do Brasil e o Uruguai.

De acordo com a Bramon, o satélite atravessou 698,96 km em território brasileiro antes de sumir completamente no Atlântico.

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