WWF lança ferramenta digital que mede risco hídrico no Brasil

Além de avaliar os riscos associados à  gestão da água, a ferramenta também fornece orientações sobre o que fazer em resposta a esses riscos, promovendo a mitigação destes riscos e o uso sustentável da água.

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Gratuita e 100% digital, a inovadora Ferramenta de Risco Hídricoque está inserida no programa Water Stewardship da WWF, já foi utilizada por mais de 1.500 organizações de 32 setores da indústria que avaliaram suas instalações em mais de 400 das maiores bacias hidrográficas do globo.

A solução possui adaptações específicas para alguns setores da indústria e mais de uma centena de commodities agrícolas, está sendo ampliada com dados de alta resolução para cada país e o Brasil está entre os 10 primeiros países a lançar seu mapa de Ferramenta de Risco Hídrico.

“A Ferramenta em escala global já foi aplicada para avaliar o risco de mais de dois mil locais no Brasil, seja por empresas ou terceiros, evidenciando grande interesse pela mesma”, indica Mariana Napolitana, Coordenadora da Iniciativa de Água do WWF-Brasil.

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Dentre os setores com maior número de avaliações no Brasil até hoje estão às empresas de bebidas, papel e celulose e agricultura, especialmente no Sul e Sudeste do país, complementa a coordenadora.

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A maioria dos dados foram oriundos de universidades e instituições de pesquisa e da Agência Nacional de Águas (ANA), assim como de um amplo levantamento sobre a governança das principais bacias hidrográficas do Brasil.

Na ferramenta, são considerados mais de 100 indicadores de risco, cujo cruzamento permite que se tenha uma visão detalhada dos riscos hídricos de cada região.

O risco, no mapa, é identificado em cores que variam do verde ao vermelho e leva em consideração as perspectivas espaciais da operação da organização e da bacia hidrográfica.

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No diagnóstico, caso a ferramenta identifique “zonas vermelhas” relacionadas à água – locais de alto risco hídrico por causa de um ou vários motivos, a resposta não deve ser abandonar tais locais. Pelo contrário, o que a ferramenta busca é preparar as companhias para enfrentarem esse risco, gerindo os recursos de forma sustentável.

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