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Solteirão no rolê: buraco negro está aparentemente sem par, dançando pela Via-Láctea

Pela primeira vez na história, um buraco negro “flutuante” e tão próximo da Terra pode ter sido descoberto pela NASA, graças ao Telescópio Espacial Hubble.

(Imagem: NASA/Divulgação)

Buraco negro solitário

Os cientistas da NASA acreditam que podem ter detectado um buraco negro “errante”. O buraco negro é um lugar “invisível” (um ponto de massa muito pequena com cercado por deformações gravitacionais) no espaço onde a gravidade é tão forte que nem a luz consegue escapar.

A NASA estima que existam cerca de 100 milhões de buracos negros vagando entre as estrelas da nossa Via-Láctea. Na publicação, a NASA diz que:

“Após seis anos de observações meticulosas, o Telescópio Espacial Hubble da NASA, pela primeira vez, forneceu evidências diretas de um buraco negro solitário.”

Os pesquisadores conseguiram identificar o objeto fantasma à deriva usando medições de massa precisas coletadas pelo Hubble, chamadas microlentes gravitacionais.

Os telescópios não podem fotografar um buraco negro rebelde porque ele não emite luz. No entanto, um buraco negro distorce o espaço, que então desvia e amplifica a luz das estrelas de qualquer coisa que momentaneamente se alinha exatamente atrás dele.

Os dados coletados para o estudo foram feitos com uma parceria entre o Instituto de Ciência e Espaço de Baltimore e a Universidade da Califórnia. Os resultados das equipes diferem um pouco, mas ambos sugerem a presença de um objeto compacto.

100 anos depois

A gravidade muito intensa do buraco negro prolongará a duração do evento “de lente” por mais de 200 dias.

Além disso, sendo uma estrela em primeiro plano, isso causaria uma mudança de cor transitória na luz da estrela medida, pois a luz das estrelas de primeiro plano e de fundo seriam misturadas.

Jessica Lu, da equipe de Berkeley, afirmou “Por mais que gostássemos de dizer ser definitivamente um buraco negro, devemos relatar todas as soluções permitidas. Isso inclui tanto buracos negros de menor massa quanto possivelmente até uma estrela de nêutrons”.

A existência de buracos negros de massa estelar é conhecida desde o início dos anos 1970, mas todas as suas medições de massa — até agora — foram em sistemas estelares binários.

O gênio da astrofísica, Albert Einstein, em um artigo de 1916 sobre a relatividade geral, previu que sua teoria poderia ser testada, observando a gravidade do Sol compensando a posição aparente de uma estrela de fundo.

Esses cientistas dificilmente poderiam imaginar que mais de um século depois essa mesma técnica seria usada, com uma precisão muito superior, para procurar buracos negros em toda a galáxia.

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