CargoX estuda aquisições para crescer no Brasil

Inovação
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A transportadora conectada CargoX, que já foi chamada de “Uber do transporte de cargas”, está estudando a aquisição de companhias que possam acrescentar a seu modelo de negócio. O investimento total deve alcançar R$ 15 milhões até o final de 2017.

A empresa transporta conectada em tempo real e tem uma rede de mais de 100 mil caminhoneiros autônomos. O foco das análises da CargoX será em pequenas e médias empresas do ramo de transporte.  A intenção da empresa é expandir sua atuação e aprimorar sua operação.

“Acreditamos que esse modelo nos ajude a alcançar os números que projetamos. Nossa cultura deve ser mantida e nossos resultados ampliados, temos como foco aprimorar nossa presença no mercado”, declara Federico Vega, CEO da CargoX.

A companhia acredita que a cautela será uma grande aliada nesse estratégia, pois a análise possui diversas etapas e inúmeros indicadores serão estudados. Para Federico, a aquisição só será concluída se o negócio for benéfico para todos. “Os passos devem ser calculados com o objetivo de crescimento e otimização de nossas operações, diversos níveis operacionais são afetados com uma compra, desta forma, ela deve ser positiva em sua totalidade, assim teremos a segurança de que será um bom negócio”, detalha.

Para o executivo, esse modelo de crescimento também será favorável para o desenvolvimento dos atuais colaboradores, já que o crescimento horizontal da empresa no mercado permite a criação de novos setores e o surgimento de oportunidades. “A aquisição não acrescenta somente no faturamento, ele dá robustez para a empresa e amplia as possibilidades internas, assim, é possível a valorização real de equipes e funcionários qualificados” detalha.

O plano da empresa é interessante numa altura em que o número de aquisições e fusões na América Latina deverá cair 16% nos próximos três anos, segundo pesquisa da Grant Thornton. Mais ainda pelo fato de se tratar de uma startup com menos de um ano de atuação. Após os primeiros 10 meses de vida, a CargoX já atingiu 90% de sua meta de faturamento anual de R$48 milhões.

A evolução média por mês da transportadora é 57% e isso se reflete na estrutura da equipe que, atualmente, é composta por 120 funcionários com projeções de superar 700 colaboradores até dezembro de 2017. Eles são divididos entre as filiais já ativas de São Paulo, Mato Grosso e Buenos Aires (ARG), outras nas regiões Nordeste e Sul do Brasil devem ser inauguradas no futuro.

O sistema é semelhante ao Uber. A CargoX dispõe de um aplicativo para o sistema Android, do Google, para que o caminhoneiro fique disponível para cargas. Ele deve realizar o download e se cadastrar; em seguida, a CargoX entra em contato com o candidato para os procedimentos de aprovação. Há exigências como a data de fabricação do veículo, que não pode ultrapassar dez anos e duas gerenciadoras de risco avaliam os profissionais, incluindo habilitação, histórico nas estradas, incidentes com roubos de carga e etc. Quando aprovados, eles são encaminhados aos treinamentos da transportadora.

Na outra ponta do modelo estão os donos das cargas. Quando o cliente acessa o sistema da CargoX, a companhia verifica a disponibilidade de caminhões para aquela rota e prazo de entrega. Depois, entra em contato com os caminheiros e negocia o frete. A partir daí, assume a responsabilidade pela carga. Os veículos precisam ter capacidade para carregar entre 12,5 e 45 toneladas. Se as mercadorias de um cliente só preenchem uma fração do espaço, são identificadas cargas de outras empresas para completar a capacidade.


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