Ainda posso recuperar fotos do Orkut em 2022?

O Orkut “nasceu” em 2004 e “morreu” em 2014. Contudo, a primeira rede social a ganhar fôlego no Brasil ainda deixa saudades. Muita gente, inclusive, acabou esquecendo o prazo final para recuperar os arquivos deixados do site filiado ao Google, perdendo assim milhares de fotos e mensagens de texto.

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(Imagem: Arquivo/Propmark)

Atualmente já não existe mais a possibilidade de acessar seus dados e o próprio fundador, o turco Orkut Büyükkökten, quebrou o silêncio para explicar aos usuários que não é mais possível acessar as fotos que uma vez ficaram lá.

“Recebemos muitas perguntas sobre se você ainda pode recuperar suas fotos antigas do Orkut.com. Queria poder dizer que sim, mas, infelizmente, não é possível. Porém, temos um bom motivo para isso”, explica o engenheiro.

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Em 2014, quando o Google tirou o Orkut.com do ar, deu a todos dois anos para baixar suas fotos pessoais. “Por questões de privacidade, o Google excluiu todos os arquivos, incluindo fotos”, completa o turco na explicação.

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Depois do encerramento, foi disponibilizado um arquivo com as informações de comunidades para os que sentem sua falta e um link para backup de fotos que ficou disponível até 2016. 

Relembre a história da rede social

Orkut Büyükkökten nasceu na Turquia, em 1975, sendo um apaixonado pelas redes sociais. Ele aprendeu a programar em BASIC, formando-se mais tarde como engenheiro em seu país de nascimento. 

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Após a formatura, mudou-se para os Estados Unidos, para estudar na Universidade de Standford onde conquistou PhD em ciência da computação.

Em 24 de janeiro de 2004, fundou a rede social que levava seu próprio nome.

No começo era preciso de convite para fazer parte do Orkut, mas isso não foi nenhum problema para conquistar milhares de usuários ao redor de todo o mundo. 

Ainda posso recuperar fotos do Orkut em 2022? Veja a resposta do próprio fundador
Imagem: Reprodução | Google
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A ideia conectar-se com amigos viralizou e a rede estourou no Brasil, onde obteve maior sucesso, com pessoas fazendo filas em lan houses para simplesmente conferir se havia recebido algum novo scrap.

Para fazer parte desse universo, era preciso preencher um questionário com diversas informações pessoais, tais como: religião, fumante ou não fumante, humor, orientação sexual, cor dos olhos e cabelos, etnia, preferências de livros, músicas e programas de TV.

Uma de suas principais características era as famosas “comunidades”. 

Onde qualquer pessoa podia criar uma comunidade ou participar dos mais diversos  temas possíveis, de assuntos sérios, futebol, séries, até os mais bem-humorados.

Seu álbum de fotos, no começo era restrito a doze imagens, o que nos causava dor ao ter que remover uma foto querida para poder adicionar outra. Posteriormente, isso foi ampliado.

Outra limitação era em relação à quantidade de amigos, já que cada membro poderia ter até no máximo mil amigos, classificados como “desconhecidos; conhecidos; amigos; bons amigos e melhores amigos”.

Ainda posso recuperar fotos do Orkut em 2022? Veja a resposta do próprio fundador
Imagem: Divulgação | Google

Por que o Orkut acabou?

O anúncio do fim veio em 2014, quando possuía mais de cinco milhões de usuários ativos, onde a maioria utilizava-o para guardar fotos do “tempo do Orkut” ou jogar com amigos na MiniFazenda ou Café Mania.

O fim da rede social pode ser explicado por vários fatores, entre eles: o crescimento do Facebook, que passou a ser visto como um site mais “cool” pelos mais jovens; e também pelo grande número de fakes, já que as políticas do site eram bastante permissivas.

Muita gente não curtiu muito o novo layout da rede social, lançado anos antes de seu fim. O modelo era mais parecido com o Facebook e com o Twitter. Além disso, o Google simplesmente parou de investir na plataforma, que naquele período ainda tinha grande força no Brasil e na Índia, para investir em uma nova rede social: o Google Plus (Google+), que foi um redundante fracasso e também acabou sendo descontinuado em 2019.

E assim termina a história de uma rede social muito querida e amada. Só nos resta aceitar a decisão do Google de excluir todos os dados, principalmente pensando em nossa privacidade e a quantidade de fotos que hoje podem causar vergonha e ficaram por lá.

*Com colaboração de Henrique Brinco, editor do Bit Magazine

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