Como funciona a urna eletrônica no Brasil? É segura?

E mais uma vez estamos chegando perto do período eleitoral, época onde as acaloradas discussões ocorrem. Qual é o melhor partido? E o melhor candidato? Certamente essas dúvidas passam pela cabeça de grande parte da população. Mas tem duas outras dúvidas que também são muito frequentes nesse período do ano: como funciona a urna eletrônica? Ela é segura?

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Imagem: Divulgação / TSE

Essas são questões que têm causado bastante rebuliço nas últimas eleições, principalmente devido às inúmeras fake news que surgiram nas redes sociais inventando mil e uma histórias a respeito da confiabilidade do aparelho. Mas, para te deixar com a consciência tranquila, resolvemos tirar essas duas dúvidas neste artigo. Confira abaixo!

Como funciona a urna eletrônica?

As urnas eletrônicas são preparadas durante eventos públicos, em TREs (Tribunal Regional Eleitoral) ou Cartórios Eleitorais, abertos à imprensa, partidos políticos e ao Ministério Público. Esses eventos ocorrem muito antes das eleições. Assim, todas as partes citadas podem comprovar, de antemão, que as urnas estão funcionando corretamente.

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Sendo ligadas novamente apenas nas eleições, as urnas não têm contato com o mundo externo até serem distribuídas para os locais de votação. Esse processo pode demorar até mais de uma semana a depender da região para onde a urna será encaminhada.

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Por fim, ao terminar das votações, com fiscais por perto, a urna imprime um Boletim detalhando todos os votos registrados e os dados são passados, em formato digital e criptografados, para um cartão de memória com assinatura digital – sendo posto, então, em um envelope lacrado (que por sua vez é entregue à Junta Eleitoral).

Essas informações são passadas através de uma rede exclusiva para a Receita Federal, onde os dados serão colocados nos data centers do TRE do estado. Em alguns casos específicos, a transmissão tem que ser feita via satélite.

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O papel do TRE aqui é validar a informação através de uma série de testes certificadores = inclusive, a verificação da assinatura digital que certifica a urna de destino daqueles dados, confirmando a zona eleitoral e outras informações.

Uma vez que tudo tenha sido feito, e os dados validados, o TRE faz a soma de todos os Boletins e divulga os dados em sua totalidade.

Certo, mas a urna é mesmo confiável?

Desde 2009, as urnas são submetidas a uma série de testes para encontrar vulnerabilidades nelas e consertá-las, tornando-as o mais seguras possível. O TPS (Teste Público de Segurança), como é chamado, é feito com o auxílio de vários especialistas em segurança.

Você pode entender mais sobre o TPS nesse vídeo da Justiça Eleitoral:

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Por fim, as urnas são protegidas por dois sistemas de segurança: assinatura digital e resumo digital.

A assinatura digital serve como uma chave criptografada que comprova a integridade dos arquivos digitais (verificando, inclusive, se o programa base das urnas não foi alterado de alguma maneira).

Já o resumo digital, ou “hash”, serve como um número rastreador que permite o processamento de todos os arquivos de maneira transparente.

Essa divisão do processo em várias camadas, e com várias checagens distintas, torna o processo quase impossível de ser adulterado. Isso porque a quebra de um simples protocolo causaria um efeito dominó que resultaria no aparelho sendo bloqueado, invalidando os votos no dispositivo.

E aí? É segurança o suficiente para você?

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