Dona do Facebook corta regalias e “obriga” funcionários a lavar roupas

Os dias onde trabalhar no Facebook era o trabalho dos sonhos estão chegando ao fim. Agora, a empresa “obriga” os funcionários a lavar roupas. A Meta comunicou aos funcionários que os serviços gratuitos como lavanderia e lavagem a seco serão eliminados e agora os funcionários terão direito a uma refeição gratuita das 18h às 18h30.

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Dona do Facebook corta regalias e obriga funcionários a lavar roupas
Imagem: charlesdeluvio | Unsplash

De acordo com o The New York Times, o novo horário do jantar foi considerado uma piada para muitos, visto que o último ônibus gratuito da empresa que os transporta para casa sai do escritório justamente às 18h.

Por conta da Covid, muitas empresas precisaram se adaptar ao trabalho remoto ou híbrido sem precisar passar mais longas horas no trabalho.

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Funcionários da Meta estão programados para retornar aos escritórios no dia 28 de março, embora alguns ainda continuarão seu trabalho remotamente e indo no escritório somente quando necessário.

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Antes da pandemia, as grandes empresas do Vale do Sílicio ofereciam confortos como atendimento médico no local, bufês de sushi, lojas de doces e pufes para atrair e reter os melhores talentos. Com a volta dos funcionários, as coisas tendem a mudar.

Meta “obriga” os funcionários a lavar roupas

Durante anos, a empresa dominou o cenário de mídia social e agora passa por um momento de mudanças dramáticas à medida que perde usuários para os concorrentes mais jovens, como o TikTok, que vem ganhando força em todo o mundo.

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Os investidores têm questionado as perspectivas de longo prazo do modelo de negócios de publicidade da empresa e alguns funcionários já estão pensando se devem procurar novos empregos – pois veem o valor de sua remuneração, que é baseada em ações da empresa, despencar.

A Meta discutiu as mudanças em seu programa de vantagens durante meses, enquanto explorava as mudanças de modelo de trabalho para o modo híbrido, disseram dois funcionários.

A empresa expandiu o benefício extra de bem-estar dos funcionários de US$700 para US$3.000 este ano, numa tentativa de acomodar a remoção de algumas das outras vantagens do escritório.

“À medida que voltamos ao escritório, ajustamos os serviços e comodidades no local para refletir melhor as necessidades de nossa força de trabalho híbrida”, disse um porta-voz da Meta em comunicado. “Acreditamos que pessoas e equipes serão cada vez mais distribuídas no futuro e estamos comprometidos em construir uma experiência que ajude todos a serem bem-sucedidos.”

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Muitos trabalhadores foram rápidos em reclamar na seção de comentários abaixo do post anunciando a mudança, segundo informações de vários funcionários ao jornal.

Poucos minutos após o anúncio, os funcionários perguntaram se a empresa planejava compensá-los de novas maneiras e se a Meta havia realizado uma pesquisa com funcionários para avaliar como as mudanças afetariam a equipe.

Diretor defende mudanças

Em um tom que vários funcionários descreveram como “agressivo”, o diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, defendeu de forma assertiva algumas das mudanças e se irritou com o senso de direito exibido nos comentários.

Outro funcionário que trabalhava na equipe de serviços de alimentação da empresa resistiu ainda mais vigorosamente, de acordo com duas pessoas que viram o post.

“Posso dizer honestamente que quando nossos colegas estão enchendo de três a dez caixas cheias de bife para levá-los para casa, ninguém se importa com nossa cultura”, disse o funcionário, rebatendo as afirmações de outros de que as mudanças seriam prejudiciais para a Meta. “Foi tomada uma decisão para tentar conter alguns dos abusos, eliminando seis milhões de caixas para viagem.”

Interromper o serviço de lavanderia e lavagem a seco para funcionários na sede da Meta em Menlo Park, Califórnia, encerra um privilégio famoso – embora incomum.

O serviço de lavanderia, que era operado por terceiros, tinha coleta e entrega gratuitas no campus e pretendia “facilitar a vida das pessoas”, de acordo com uma entrevista de 2020 com uma porta-voz do Facebook.

Um funcionário, quando contatado pelo jornal para comentar as mudanças, respondeu: “Não posso falar, estou lavando roupa”.

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