Missão da Starliner foi quase um sucesso… quase!

Encerrando o seu primeiro teste de ponta a ponta não tripulada, a aeronave Starliner da Boeing pousou com sucesso na superfície arenosa do deserto do Novo México. Embora o pouso tenha acontecido a missão da Starliner foi quase um sucesso, já que a aeronave acabou por apresentar diversas falhas.

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Starliner foi quase um sucesso
Missão da Starliner foi concluída, mas houve várias falhas (Imagem: Reprodução / Boeing)

Após passar seis dias na órbita baixa da Terra, a CST-100 Starliner finalmente pousou no Porto Espacial de White Sands Missile Range nesta quarta-feira, dia 26 de maio. A espaçonave transportou mais de 270 kg de carga, incluindo três tanques reutilizáveis ​​​​de oxigênio e nitrogênio que forneceram ar respirável para a tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS).

Pouso da aeronave

Durante o pouso, a Starliner lançou três pára-quedas e seis airbags para ajudá-la a pousar com segurança. O veículo agora será transportado para as instalações de processamento da empresa no Kennedy Space Center da NASA, na Flórida.

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A missão de ida e volta faz parte do contrato de US $4,3 bilhões da Boeing com o Programa de Tripulação Comercial da NASA para fornecer voos para seus astronautas de e para a ISS. A Boeing já havia tentado realizar dois voos testes anteriormente, ambos fracassaram, um em 2019 e outro no ano passado.

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Todo esse atraso fez que a empresa ficasse atrás da SpaceX na missão de entregar à NASA uma espaçonave funcional. Assim como a Boeing, a SpaceX também  recebeu um contrato bilionário da NASA, mas de apenas US $2,6 bilhões. Mesmo assim, a empresa de Elon Musk, o homem mais rico do mundo, já vem utilizando sua nave pelos últimos dois anos.

Missão teste da Starliner foi quase um sucesso

O teste teve seu início no dia 19 de maio, quando a espaçonave partiu da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. Mas, segundo o gerente do Programa de Tripulação Comercial da NASA, Steve Stich, um dos 12 propulsores responsáveis ​​pelas manobras orbitais falhou cerca de 30 minutos após a decolagem, seguido pela perda de um propulsor reserva. Um problema com o sistema de resfriamento da nave também foi identificado.

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Outro problema surgiu quando a nave deveria se atracar com a ISS: um anel responsável por travar a estação não foi implantado corretamente, o que fez com que a Starliner errasse seu tempo de contato por mais de uma hora. Mesmo depois do acoplamento, a equipe de resgate descobriu vapor de hidrazina ao redor da espaçonave, um líquido oleoso inflamável que é prejudicial à respiração. 

Segundo Stich, em um coletiva, a suspeita é de que o líquido, que obrigou a equipe de resgate a fazer uma pausa, pode ter sido o resultado da Starliner não ter queimado todo o seu propulsor.

Mesmo assim, a equipe parecia permanecer otimista. No briefing, Stich disse: “Temos algumas coisas que precisam ser trabalhadas… mas não vejo nenhum impedimento“. A NASA e a Boeing agora examinarão e avaliarão os dados da missão para determinar os próximos passos. 

Se os problemas encontrados durante o teste forem tão modestos quanto Stich afirma, um voo de teste tripulado do Starliner pode ocorrer ainda este ano.

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